A história começou há mais de 26 anos, com uma promessa a Nossa Senhora Aparecida. Se voltasse a enxergar e recuperasse os movimentos do corpo, Antônio Rogério do Nascimento, o “Neguinho do Asfalto”, ficaria 30 anos na estrada, pedalando. E foi assim que começou a jornada, em 1º de fevereiro de 1991. Hoje, já são 355 mil quilômetros rodados, 10 bicicletas, 48 pares de tênis, 120 pneus e 28 países percorridos. Na manhã desta quarta-feira (28), “Neguinho do Asfalto” passou por várias cidades da Região Serrana do Espírito Santo. Em Venda Nova do Imigrante, decidiu parar para uma entrevista.rn”Encontrei um caminhoneiro que mora aqui, lá em São Paulo. E ele me sugeriu que eu deveria vir pra cá e dar uma entrevista e conhecer a prefeita Adelita. Eu vim. rnA história nas estradas ainda está longe de terminar. Ele pretende chegar ao Canadá até 2022, onde encerrará esse ciclo de sua vida e se dedicará a escrever suas memórias. E não são poucas. “Neguinho do Asfalto”, 40 anos, nsceu em Corumbá-MS, perdeu a mãe quando nasceu e o pai cometeu suicídio. Tem duas irmãs – uma sem os dois braços e a outra sem um braço e uma perna.. Quando criança, sofria de várias doenças, como cegueira, paralisia e problemas nos rins e pulmões. Foi aí que, aos 11 anos, fez a promessa de que, se voltasse a andar e enxergar, dedicaria os próximos 30 anos às estradas.rnEle sobrevive com doações de prefeituras e caminhoneiros. Pedala mais de 150 quilômetros todos os dias. Dorme em uma barraca, que arma em locais de movimento, como postos de gasolina. Já passou momentos difíceis, como na Argentina, onde queimaram a bandeira do Brasil que ele carrega consigo na bicicleta, e o agrediram. Mas há muitos momentos bons marcando seus passos.rn rn”Estava no México e consegui pegar um voo, com ajuda, para a África. Fiquei três anos por lá. A recepção foi incrível, mas vi muita pobreza, muita falta de estrutura”, conta ele, afirmando ainda que só para de pedalar aos domingos, quando escreve um relatório em um notebook que ganhou. Os escritos vão ajudá-lo a escrever seu livro.rnEle diz que se cansa dessa vida na estrada. Mas não pretende desistir antes de terminar sua jornada. O que sonha, mesmo, é voltar para sua terra natal, o Mato Grosso do Sul. Mas faltam muitos quilômetros. Isso, só em 2022. Até lá, vamos torcer para que seus caminhos estejam sempre abertos!rnO vice-prefeito José de Pádua Melo “Zé Vareta” acompanhou o “Neguinho do Asfalto” pela cidade de Quatiguá.rn Ele ainda parabenizou a prefeita e o vice-prefeito pela ciclovia construída na cidade. “ Poucos lugares que já passei do Brasil tem ciclovias e bem cuidada. Parabéns a prefeita”, finalizou Neguinho do Asfalto. rnrnrnrnrnrn
Fonte: jrdiario com informações montanha capixabas
























