Caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens nas redes sociais e publicação no Jornal Diário Nacional. JRDiário procurou a mãe da criança, acompanhou os novos desdobramentos e também ouviu a direção da instituição, que divulgou nota pública de esclarecimento.
ENTENDA O CASO
Uma denúncia envolvendo supostas agressões e tratamento inadequado contra uma criança com síndrome de Down, que frequentava a APAE de Joaquim Távora, no Norte Pioneiro do Paraná, voltou a ganhar repercussão após a divulgação de imagens nas redes sociais e a publicação do caso pelo Jornal Diário Nacional.
De acordo com a denúncia que circulou na internet, a criança teria sido submetida a situações de constrangimento e possíveis agressões durante o período em que frequentava a instituição. O conteúdo divulgado também levantou questionamentos sobre a conduta de profissionais e sobre as providências que teriam sido adotadas pela entidade na época dos fatos.
As informações divulgadas geraram questionamentos e mobilizaram familiares, além de chamar a atenção da comunidade para a necessidade de esclarecimento dos acontecimentos.
Video da suposta agressão gravado em 07 de março de 2024:
JRDIARIO PROCURA A MÃE E ACOMPANHA OS DESDOBRAMENTOS
Diante da repercussão, a reportagem do JRDiário procurou a mãe da criança, Nathanaelle Coelho de Sousa, para ouvir seu posicionamento e apurar quais providências estão sendo tomadas. Ela informou que registrou um Boletim de Ocorrência e que o Conselho Tutelar está solicitando a ata referente ao período em que teria ocorrido o episódio.
Na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a mãe participou de uma audiência com a promotora de Justiça de Joaquim Távora. Segundo seu relato à reportagem, durante a conversa foram levantados questionamentos sobre os motivos que levaram ao arquivamento do caso anteriormente e por que as imagens de vídeo não teriam sido solicitadas naquela ocasião.
A mãe afirma que está tomando todas as medidas possíveis para buscar esclarecimentos e garantir os direitos da criança. Ela conta que está sendo acompanhada por um advogado e que pretende continuar cobrando respostas, pois considera que, na época, a situação não recebeu a atenção necessária diante da gravidade dos fatos.
A criança continua frequentando normalmente a APAE de Joaquim Távora.
Video publicado pela mãe:
EX-PROFISSIONAL ESTARIA ATUANDO EM OUTRA APAE
Outro ponto apurado pelo JRDiário diz respeito à situação profissional de uma das pessoas mencionadas na denúncia divulgada nas redes sociais. Conforme levantamento realizado pela reportagem, a ex-cuidadora citada no caso atualmente trabalha como secretária na APAE de Guapirama.
A informação é apresentada como parte da apuração jornalística sobre os desdobramentos do caso, sem qualquer afirmação sobre eventual envolvimento da profissional em situações semelhantes na outra instituição.
APAE DE JOAQUIM TÁVORA DIVULGA NOTA PÚBLICA
A reportagem do JRDiário também entrou em contato com a direção da APAE de Joaquim Távora, que encaminhou uma nota pública de esclarecimento, datada de 30 de outubro de 2026.
No documento, a instituição afirma que não compactua com condutas inadequadas ou qualquer forma de tratamento desrespeitoso ou constrangedor contra seus alunos.
A entidade informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos, adotou providências e que os profissionais envolvidos já não integram seu quadro de funcionários. A nota também declara que o caso foi comunicado às autoridades competentes e que a instituição está colaborando com as apurações para o esclarecimento dos acontecimentos e das responsabilidades.
A direção afirma ainda que permanece à disposição da família, oferecendo apoio e acolhimento. Por respeito à criança, aos familiares e às investigações, a APAE informa que não divulgará detalhes que possam identificar o aluno ou comprometer a apuração.

CASO SEGUE COM COBRANÇA POR ESCLARECIMENTOS
Com os novos desdobramentos, a família busca respostas sobre o que aconteceu e sobre os procedimentos adotados na época da denúncia. A mãe afirma que continuará recorrendo aos meios legais para que os fatos sejam devidamente esclarecidos e que os direitos da criança sejam respeitados.
O JRDiario continuará acompanhando o caso, respeitando o direito à privacidade da criança e o andamento das apurações pelas autoridades competentes. A reportagem não conseguiu contato com outras pessoas envolvidas no caso.























