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Dona das Casas Bahia faz acordo de R$ 4,5 milhões por humilhar funcionários

A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, fechou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e deve pagar R$ 4,5 milhões após denúncias de assédio moral. De acordo com o processo, funcionários relataram práticas de humilhação, xingamentos e até “dança na boca da garrafa” como punição.rnO acordo, fechado nesta semana, resultou de duas ações coletivas do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP), uma de 2010 e outra de 2016. As acusações envolviam diferentes unidades da empresa no interior paulista.rnCada ação foi fixada em R$ 2,25 milhões, totalizando R$ 4,5 milhões. O valor deve ser pago pela Via Varejo em 12 parcelas. Segundo a Justiça, o dinheiro será destinado a projetos sociais de entidades privadas sem fins lucrativos ou de órgãos públicos indicados pelo MPT que atuam na proteção do trabalho. Se descumprir o combinado, a empresa está sujeita a multa.rnDe “corno manso” a “dança na boca da garrafa”rnO caso foi julgado na 5ª Vara de Campinas, mas as ações coletivas retrataram casos de diferentes unidades das Casas Bahia espalhadas pelo interior paulista. Em uma loja de Jundiaí, a 60 km de São Paulo, um funcionário disse sofrer abusos e perseguição do seu chefe entre 2004 e 2010.rnA gota d água, segundo ele, foi encontrar na loja um cartaz seu rasurado com chifres e as inscrições “corno manso” e “caçado vivo ou morto”. No depoimento, o funcionário afirmou que a ação tinha a orientação do diretor da empresa.rnNa unidade de Presidente Prudente, a 560 km da capital paulista, diversos funcionários acusaram os gerentes de se referirem a eles com palavras ofensivas e os obrigarem a passar por práticas humilhantes.rn”Quando não cumpriam metas, em reuniões, tinham que imitar um animal escolhido, dançar na boca da garrafa, sentar um no colo do outro para estourar bexigas e usar um cartão vermelho no bolso, sabendo todos o significado desse cartão”, relata o processo, ao qual o UOL teve acesso.rnCasos de abuso também foram registrados em Sorocaba, Araraquara, Pirassununga e Campinas, todas cidades no interior paulista.rn rnEmpresa afirma que não tolera abusosrnAo UOL, a Via Varejo afirmou que são casos “antigos”, ocorridos há quase dez anos, e que não tolera tais práticas.rn”A Via Varejo reforça que repudia qualquer ato que viole seu Código de Conduta Ética, documento que visa garantir um ambiente de trabalho harmonioso e livre de qualquer situação desrespeitosa”, declarou a rede, por meio de nota.rnAlém da indenização trabalhista, a empresa se comprometeu “a não praticar quaisquer atos que se adequem a definições de assédio moral, entendido como qualquer conduta abusiva externada por comportamentos, palavras, atos, gestos ou escritos que possam gerar danos à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa” e a “assegurar aos empregados um meio ambiente de trabalho digno e respeitoso”.

Fonte: Uol

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