O chefe da delegação de atletismo do Quênia, Michael Rotich, será alvo de uma investigação pelas autoridades antidopagem do país após ser flagrado exigindo propina de atletas em troca de proteção com avisos prévios de exames. A emissora alemã ARD, em parceria com o jornal inglês Sunday Times, gravou de forma escondida um vídeo no qual Rotich pede até 10 mil libras, ou cerca de R$ 40 mil, em troca das informações sigilosas sobre o controle antidoping.rnEm troca da propina, Rotich avisaria com até 12 horas de antecedência sobre o momento em que atletas seriam alvo de exames das autoridades. Na filmagem, o gerente é visto pedindo o valor a uma equipe de corrida britânica. O queniano já foi afastado e obrigado a retornar ao seu país, onde será investigado pela Adak (agência antidoping do Quênia). Na última sexta-feira, ele participou da cerimônia de abertura dos Jogos, no Maracanã, com a delegação queniana.rnrnEm abril deste ano, o Quênia aprovou sua primeira lei antidoping, quando o presidente do país, Uhuru Kenyatta, fez alterações seguindo regras da Wada, órgão mundial de controle. Nos últimos três anos, foram 43 casos de atletas flagrados usando substâncias proibidas.rnrnPosição do COIrnrnO porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, Mark Adams, disse que será preciso aguardar e ver se há evidências de que Rotich realmente era capaz de adiantar exames e proteger atletas do antidoping. O representante do COI esclareceu que o processo antidoping nas Olimpíadas é rigoroso, comandado pelo próprio comitê e pela Wada internacionalmente.rnrn- O que posso dizer é que o time de atletismo do Quênia é provavelmente o mais testado, 848 testes segundo a Federação Internacional de Atletismo. Eventualmente, em termos da investigação, o COI é responsável pelo teste durante os Jogos, e a Wada responsável pelos testes fora da Olimpíada – disse.
Fonte: SporTV

























