Na madrugada de segunda-feira (1º), policiais militares de Carlópolis foram acionados para verificarem uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegarem ao local, a mãe relatou que o rapaz realizou covardemente ameaças e xingamentos e que o filho estava alterado, mas ao ver que o padrasto ligou para a polícia, o mesmo evadiu-se. A PM realizou buscas em todos os arredores do local dos fatos, mas não foi possível localizar o autor. A senhora relatou também que em data anterior (31), o ocioso tentou agredir seu padrasto, mas ao tentar ajudar o seu marido, levou uma paulada no braço esquerdo, causando um grande hematoma no braço da genitora. As vítimas foram orientadas sobre os procedimentos, sendo que a mãe não quis ser encaminhada para atendimento medico, e vai decidir posteriormente sobre o fato, se representa contra o filho ou não. A polícia não divulgou nomes, endereços ou fotos.rnA respeito da agressão dos filhos aos pais, leiam atentamente: (matéria publicada pela CGN)rnEm 2011, o projeto intitulado “Lei da Palmada” foi aprovado na Câmara dos Deputados e sancionada em 2014.rnO tal projeto prevê garantir “o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante”.rnTrocando em miúdos, o objetivo deste projeto de lei é acabar com as tradicionais palmadas educativas, as quais tantos de nós conhecemos durante as traquinagens da infância.rnAcontece que, enquanto marchamos em passos fracos rumo à aprovação deste projeto de lei, atualmente engavetado, temos presenciado um desafio maior aos legisladores e principalmente aos pais.rnComo uma explícita demonstração de inversão de valores, nos pegamos noticiando casos em que filhos agridem fisicamente seus pais.rnNesta semana, dois casos de agressão de filhos a seus pais foram registradas em Cascavel. O primeiro caso foi no dia 18, terça-feira.rnPara a mãe, uma professora de aproximadamente 50 anos, este foi o dia em que a gota dágua transbordou o copo. Há três anos ela é agredida fisicamente pelo filho, que hoje tem 17 anos.rnNeste dia, em especial, enquanto a mãe fazia a janta, o adolescente se preparava para ir à academia de Jiu Jitsu. Neste momento ela teria dito para o filho levar água o que foi motivo para uma discussão entre os dois.rnO filho empurrou a mãe contra a parede, lhe cuspiu o rosto e lhe aplicou vários golpes. Com machucados espalhados pelo corpo, a mãe decidiu chamar a polícia.rnDiante da notícia houve gente que ligou a agressão ao fato de o menino frequentar uma academia de arte marcial. Já outros ressaltaram que este tipo de atitude não condiz com a conduta de quem pratica este tipo de luta. E de fato, muito escutamos falar sobre a disciplina envolvida às artes marciais.rnA mãe deixou claro que o filho não é usuário de drogas. Se de fato, este jovem não é usuário de drogas, ok, mas de acordo com a gerente da divisão de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Iara Agnes Bach da Costa, a droga contribui para atitudes violentas.rnrn“O adolescente fica mais agressivo”, relatou ela, com base no que vê no serviço CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas).rnrnMas segundo ela, esse quadro é revertido na medida em que o jovem se recupera. E para que isso aconteça, ela destacou que é muito importante que a família participe neste tratamento.rnrn“Percebemos que algumas famílias se afastam dos filhos. Fazemos algumas atividades com as famílias, algumas costumam não aparecer. Nestes casos é sempre mais difícil recuperar os jovens”, destacou.rnrnA presença da família é importante, mas em alguns casos, os pais estão tão cansados com a violência dos filhos, que desistem. O segundo caso de agressão foi no dia seguinte, dia 19, quarta-feira. Por causa de um tapete, Givanildo Teodoro, morador do Bairro Lago Azul, tentou agredir sua mãe.rnO pai interveio e Givanildo agrediu o pai com um pedaço de pau. O pai chamou a polícia que deteve o agressor, o qual negou ter agredido seus pais.rnrn“Eu fui tentando melhorar a situação dele, mas não têm condições. Fica dentro de casa aos gritos. A mãe dele é evangélica e ele grita: “teu Jesus é sem vergonha”. Hoje por causa de um tapete ele partiu para cima da mãe.rnAí no rolo lá eu furei a piscina, tirei as crianças e ele pegou um tijolo e soltou no meu carro. Faz cinco anos que ele está nessa vida. Entra três meses em um emprego e sai, três meses em um emprego e sai. É meu filho, mas Deus que me perdoe, acho que encerrou, sabe”, afirmou o pai do agressor.rnrnGivanildo não é mais criança, é um homem adulto, mesmo assim, segue dando muito trabalho aos pais.rnrn“Tem famílias que chegam ao desespero, se sentem impotentes e então perdem o vínculo com o filho”, relatou Iara.rnrnTambém não sabemos se Givanildo tem envolvimento com drogas, o que sabemos é que quem costuma “perder o freio” facilmente precisa procurar ajuda.rnrn“Pessoas que perdem o controle facilmente, precisam procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber o devido encaminhamento. Todos temos momentos de nervosismo, mas é bastante diferente de chegar a agredir alguém”, contou ela.rnrnSegundo Iara, o município costuma atender pessoas com transtornos mentais e nestes casos, percebe que a violência está ligada à momentos de surto.rnrn“Ela pode agredir alguém, mas é uma impulsão do quadro clínico dela. Quando em tratamento não temos muitos casos de violência”, comentou ela.rnrnMas e se o problema não é a droga, não é um transtorno mental, o que leva um filho a agredir seus pais?rnrn“Os papéis não estão muito bem definidos dentro da família”, destacou Iara.rnrnSegundo ela, através dos serviços do município, ela percebe que quando existe uma dificuldade em se impor limites, problemas tendem a acontecer. Neste momento, mais do que agredir os pais, a tendência para que estes indivíduos “sem rédeas” comentam diversos outros tipos de delito por aí afora. Agora, como impor estes limites? Este é um desafio para todos aqueles que se aventuram em ter filhos.
Fonte: Redação Jrdiario com CGN – imagem ilustrativa

























