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Gaeco diz ser benéfico o novo acordo do principal delator da Publicano

O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, ressaltou, nesta quinta-feira (2), que é benéfico o restabelecimento do acordo de colaboração premiada com o ex-auditor Luiz Antônio de Souza, principal delator da Operação Publicano, que investiga crimes de corrupção na Receita Estadual do Paraná.rn”A restauração desse acordo é altamente positiva para todos. É interessante para o MP, no processo, tanto é assim que ela foi homologada com crivo judicial. A colaboração reforça ou dá mais validade naquilo que já tinha sido apresentado”, explica Batista.rnO coordenador do Gaeco reforça que a colaboração não é suficiente para condenadar ninguém.rn”A colaboração premiada é um método, não é um certo método ideal. O ideal é que não houvesse crimes. s pessoas vão criticar, mas o benefício para as investigações valeu”rnO primeiro acordo de colaboração de Luiz Antônio de Souza foi rompido porque, segundo os promotores, ele teria tentado extorquir empresários, mesmo preso. Depois da rescisão, o ex-auditor se manteve em silêncio nas audiências relacionadas à operação.rnAgora, o delator comprometeu-se a reafirmar, em juízo, tudo o que declarou na fase de investigações e a revelar fatos novos – situações, até então, omitidas ou que não foram detalhadas.rn”Isso também faz parte do acordo: que ele detalhe esses fatos, situações, quando ocorreu, quem participou, de que forma. Enfim, é uma nova investigação”, afirma o promotor Jorge Barreto da Costa.rnHistóricornO primeiro acordo de delação premiada de Souza foi assinado em setembro de 2015. Na época, ficou definido que Souza deixaria a carceragem e passaria à prisão domiciliar.rnEm junho de 2016, no entanto, o acordo foi rompido porque, segundo o Ministério Público, o ex-auditor estava extorquindo empresários para não denunciá-los.rnO ex-auditor fiscal foi preso em janeiro de 2015, em um motel de Londrina, em companhia de uma adolescente de 15 anos. A prisão revelou um escândalo de exploração sexual de adolescentes envolvendo outros servidores da Receita e figuras públicas.rnPouco tempo depois, foi deflagrada a Operação Publicano, na qual mais de 200 pessoas foram denunciadas, entre empresárários, auditores fiscais e membros da alta cúpula da Receita Estadual, ligados ao governador Beto Richa (PSDB).rnSegundo a Secretaria Estadual da Fazenda, o valor desviado por meio do esquema passa de R$ 2 bilhões, incluindo juros e multas.rnLuiz Antônio de Souza foi condenado a 49 anos de prisão, em dezembro de 2016.rnAudiências marcadasrnAs audiências da Operação Públicano serão retomadas em 3 de abril, justamente com Luiz Antônio de Souza. Além dele, outras 68 pessoas serão ouvidas, até 10 de maio.

Fonte: G1

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