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Idealizador de protesto na Câmara de Quatiguá não irá desistir de seus objetivos

Francislei Cremonezi, avicultor, 35 anos, morador em Quatiguá, foi organizador de manifesto que não aconteceu na Câmara Municipal na última segunda-feira, mas já avisa que não irá desistir de seus objetivos que é de tentar moralizar a política local. Em entrevista ao JRdiario, nesta sexta-feira, dia 28, Dia do Avicultor, desabafa a sua indignação com a Câmara de Vereadores e a política local.rn rnOs recentes protestos e manifestos da população para reduzir salários de vereadores dos municípios de Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, já fomentaram outros movimentos em todo país, e nesta semana, chegou a Quatiguá.  rnNa última sessão ordinária da Câmara, ocorrida na segunda-feira, dia 24, um pequeno grupo prometeu pressionar a Casa de Leis pela moralização das concessões de diárias e redução dos salários dos 9 vereadores.  O protesto não aconteceu, para a frustração do grupo, mas a intenção e a indignação não terminaram naquele momento. A atitude repercutiu e deverá render debates mais calorosos.rnNaquela noite, a única iniciativa, com expressão, foi o pedido de uma Audiência Pública, encabeçada pelo vereador Chrystian Coser (SDD), ainda com data a ser marcada, no plenário da Câmara, com a finalidade de debater este e outros assuntos e sanar as dúvidas do grupo e da população.rnEm entrevista ao JRDIARIO, Francislei Cremonezi, avicultor, morador do Bairro do Moquém, em Quatiguá, e idealizador do protesto, informou que a atitude dele foi um desfecho dos protestos realizados em Santo Antônio da Platina com o objetivo de cobrar posturas éticas dos políticos por conta da situação que está acontecendo no cenário nacional e também por não simpatizar com a atual gestão da prefeitura e Câmara.rn“Decidi trazer estas questões para nossa realidade, por este motivo, impetrei um requerimento na Câmara, e convoquei nas redes sociais a presença do povo de Quatiguá na última reunião, e dar início a uma série de discussões sobre o assunto”, destacou o avicultor.rnFrancislei é casado, tem dois filhos, começou a trabalhar aos 11 anos de idade em uma oficina. Aos 14 foi admitido em um escritório de contabilidade e lá ficou por 14 anos. Nesse período, Francislei também fazia manutenção, instalação e montagem de computadores, transformando este trabalho, numa segunda profissão. Também assumiu a parte administrativa de uma loja de materiais de construção local. Após este período, resolveu mudar de vida, adquiriu uma propriedade rural e se dedica há 4 anos à criação de frangos para abate. E a sua inclinação mais recente, como “questionador político” pode estar no sangue. Francislei Cremonezi, é neto do ex-vereador Francisco José Gusmão (in memorian), um cidadão com reputação inquestionável no cenário político e pessoal e que legislou para o município por dois mandatos.rnQuestionado sobre o valor que um vereador deveria ganhar, o avicultor e ex-contador afirmou que o salário deve acompanhar a realidade da cidade. “Acredito que o salário deve ser compatível com nossa realidade e se o vereador realmente trabalhar pelo município, tem o direito de receber por isso. Estou questionando também sobre a retirada exagerada de diárias por alguns vereadores. Acho que teria que ter um limite pra isso, para não ocorrer desperdício de dinheiro público”, desabafa.rnFrancislei ainda destacou que em muitos municípios da região, há sobra de subsídios nas Câmaras e que são repassados a instituições de caridade. Ele também indaga sobre a função fiscalizadora do vereador, cobrando que o legislador precisa criar projetos que realmente beneficiem a população, ao invés de proporcionarem favores para certos grupos ou pessoas.rn(Para esclarecimento, a reportagem do JRDIARIO já divulgou que no final de 2014 houve um repasse de sobra de caixa da Câmara Municipal de Quatiguá de R$40.000,00 para o Hospital São Vicente de Paulo, além de R$20.000,00 devolvidos aos cofres da prefeitura municipal. Na época a presidente da Câmara era a atual prefeita Leila Salvi).rnO entrevistado também duvida da utilidade dos cursos realizados pelos vereadores, principalmente na cidade de Curitiba. “Alguns fazem o curso, mas não fazem sequer um projeto!”, disse.rnSobre seu movimento pelo Facebook, o avicultor recebe apoio, mas também críticas: “O apoio é sempre bem vindo, mas a crítica é difícil de aceitar, pois percebo que algumas são um verdadeiro golpe sujo, desfocando o assunto, mexendo na minha vida particular. E eu não me intimido com isso, minha vida é um livro aberto, e já sofri até quebra de sigilo bancário e telefônico, mas não encontraram nada.rnA reportagem também indagou sobre uma possível candidatura de Francislei nas eleições municipais, mas foi taxativo, dizendo que o seu papel no pleito de 2016 será de “combater” os “maus candidatos”.rn“Quero trabalhar contra os candidatos que tentam comprar voto, e farei isso por meio do Facebook”, anunciou. E asseverou que está realizando todo o processo de maneira serena, mas ciente de possível retaliação, já que a “briga política” na cidade de Quatiguá não fica reservada somente ao período eleitoral, mas se estendendo pelos anos seguintes ao sufrágio.rnSobre sua ligação com os vereadores, ele diz que tem amizade com todos eles, mas contou que alguns ficaram chateados com sua atitude.rnQuatiguá atravessa um momento político delicado, depois que aconteceu o afastamento do prefeito Fernando Dolenz, por suposta improbidade administrativa. O prazo para retorno findará no próximo sábado. A ex-presidente da Câmara de Vereadores, Leila Salvi, assumiu a cadeira após a decisão judicial de afastamento. Sobre isso, Francislei Cremonezi declara que a situação só prejudica a gestão, com a mudança de equipe, de projetos, e com o retorno do prefeito afastado, pode acontecer novamente um período de estagnação, até a Justiça resolver o conflito.rnCremonezi declarou que continuará convocando a população para as manifestações, e questionando a atitude dos vereadores: “Os vereadores negligenciaram o meu requerimento e isso foi o que mais me indignou, a inércia com o assunto por parte dos vereadores, que nem sequer citaram a reivindicação que estou promovendo. Mas isso não impede que a população batalhe pelos seus direitos e também que se inicie um novo período politico, ético e moral. O meu requerimento deverá ser analisado em breve. Vamos aguardar!”, finalizou.rn rn rn rn rn 

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