A Vara da Fazenda Pública de Porecatu (norte do Paraná) acatou pedido de liminar do Ministério Público e bloqueou os bens do juiz de Direito Luiz Carlos Boer, acusado de enriquecimento ilícito e lesão ao erário público . Na ação constam também o nome de três prefeitos, uma usina, uma cooperativa, sócios de um escritório de advocacia e um assessor jurídico.rnConforme as investigações do Ministério Público, Boer atuou por décadas em um esquema de favorecimento em decisões judiciais mediante pagamento de propina.rnDe acordo com denúncia do MP, o assessor Valdir dos Santos fazia as petições iniciais, encaminhava ao escritório do advogado Osvaldo Pessoa Cavalcanti, que entravam com as ações no Fórum de Porecatu. “O juizconduzia o processo de meneira impressionante. Se era de interesse do cliente do advogado, o processo voava. Se o cliente fosse ré, o processo parava”, afirma o promotor Renato de Lima Castro.rnO MP acrescenta que o esquema também envolvia a Usina Central do Paraná, beneficiada com o impedimento de penhora de bens em execuções fiscais e ações trabalhistas. rnEm troca, a usina teria pago o tratamento de câncer da filha do juiz no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, além de bancar a compra de materiais de construção para a construção de uma casa para o magistrado, além da reforma e mobília do gabinete e reforma do Fórum de Porecatu.
Fonte: tnoline

























