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“Liberada” em amistoso, venda de cerveja nos estádios volta a ser discutida no Paraná

O debate sobre a liberação da venda de cerveja nos estádios paranaenses está reaberto. O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, do PSB, apresentará em fevereiro, na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, proposta para liberar e regulamentar o comércio da bebida nas praças esportivas de todo o estado.rn“É hipocrisia não reconhecer que, hoje, o torcedor vai ao estádio e fica bebendo antes e depois em seus entornos”, argumenta Romanelli. Para o deputado, a proibição representa um excesso de tutela do estado sobre as pessoas em momentos de lazer.rn“Não vejo mal em estar no estádio, dentro do seu livre-arbítrio, para consumir uma bebida lícita. Não que isso vá impedir bebidas nos entornos, mas vai regularizar a venda, gerar renda. Não dá para viver numa sociedade de faz de conta”, diz.rnRomanelli cita eventos como a Copa do Mundo, o UFC e shows, além do amistoso entre Atlético e Peñarol , na última quarta-feira (25), quando a venda de cerveja esteve liberada pelo clube, como exemplos do discurso que prega. “Eu estava no amistoso na Baixada. Tinha famílias, as pessoas bebiam cerveja tranquilamente, tudo tranquilo”, completa.rnSegundo a proposta, somente cerveja e chope poderão ser vendidos nos estádios. Além disso, propagandas alertando sobre os efeitos do consumo de bebidas alcoólicas serão colocadas nos pontos de venda.rnNa Baixada, nesta quarta-feira, durante o duelo com o Peñarol, o Atlético permitiu a venda de cervejas alegando que não havia problemas por se tratar de um amistoso.rnO projeto de Romanelli sofre resistência antes de ser apresentado. O delegado Clóvis Galvão, da Demafe (Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos), o critica duramente. “É um equívoco. Sou totalmente contra. A delegacia tem estatísticas de que, com a proibição da venda, as ocorrências em dias de jogos diminuíram em 45%”, defende.rnGalvão ressalta que, embalada pela paixão clubística, a embriaguez leva as pessoas a não responderem por seus atos. E vê na possível liberação um retrocesso em questão de segurança pública. “O torcedor brasileiro tem o perfil de beber antes do jogo, em casa, com os amigos. Já vai para o campo um pouco embriagado. Se tiver bebida no estádio, ele vai continuar bebendo”, prossegue.rnEm nota oficial, o Ministério Público do Paraná já se posiciona de forma contrária à possibilidade, por entender que a liberação da cerveja nos estádios é um facilita atos de violência. “Os dados dos órgãos de segurança apontam a redução do número de ocorrências após a proibição”, diz o texto.rnDesde 2008 vetada nas praças esportivas, graças a um acordo entre CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Conselho Nacional dos Procuradores de Justiça, o comércio de bebida nos estádios foi sepultado em 2010, com a lei que alterou o Estatuto do Torcedor. Em 2015, a Câmara de Vereadores de Curitiba chegou a aprovar a liberação em primeira votação, mas voltou atrás em seguida , após sofrer pressão do MP, das polícias civil e militar e de grupos religiosos.

Fonte: Gazeta do Povo

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