Em enquete promovida pelo site Jrdiario há 10 dias, perguntou aos leitores: ” Você se arrepende no político que escolheu para administrar a sua cidade? A maioria escolheu Sim, com 47%. Já os que não se arrependeram confirmam 27%. E 26% escolheram a opção “não votei no político”. rnA enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de leitores do Jrdiario. rn rnO arrependimento do votornrn rnEste texto se destina a quem, alguma vez, já votou em um candidato esperando que ele agisse de determinada forma, mas o resultado acabou sendo outro. Mesmo que isso nunca tenha acontecido com você – rapaz ou moça desobediente, que continua lendo este texto, apesar do conselho acima – é impossível não conhecer um punhado de pessoas que já tiveram essa sensação. E a quantidade parece crescer a cada eleição.rnQual a natureza desse arrependimento eleitoral? O arrependimento é motor do muitas vezes generalizado desencanto com as coisas da política e com os políticos, embora seja o povo quem tem o poder de escolhê-los. Percebe-se que quase 100% dos eleitores, jovens ou velhos, têm alguma história de desencanto com candidatos para contar.rnNo entanto, na maioria dos casos, não há arrependimento real. O dicionário Michaelis define o ato de arrepender-se como pesar sincero de algum ato ou omissão; contrição; mudança de deliberação; desistência de coisa feita ou empreendida.rnMas, no caso do eleitor, o que há é uma transferência de culpa. O sentimento geral é de que o problema está no candidato. Ele que prometeu agir de uma forma, mas a prática acabou se mostrando outra. Mas o eleitor, em si, salvo exceções, não acredita que tenha cometido erro algum. E, como não acha que errou, não muda de postura e continua escolhendo os candidatos da mesma forma. E as frustrações se repetem.rnMas que culpa pode ter o eleitor que acreditou nas promessas de um candidato e, depois da eleição, descobriu que ele estava mentindo? O povo ainda acredita muito em promessas. Tem de analisar as propostas, mas não podemos acreditar em tudo de forma ingênua. É preciso ter cautela.rn rn
Fonte: Com informações de Jusbrasil

























