O governo do Paraná informou nesta quarta-feira (13) que Maurício Tortato é o novo comandante-geral da Polícia Militar (PM). Ele assume o cargo que estava vago desde a saída de César Vinícius Kogut, que deixou a função após divergências com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).rnTortato está há 30 anos na PM, e desde dezembro de 2014 era diretor-geral da Sesp. Formado em direito, chegou a comandar o 17 ª Batalhão da PM.rnMudançasrnKogut entregou o cargo no dia 7 de maio. Ele desistiu de permanecer à frente da corporação após o episódio que terminou com mais de 200 feridos, num confronto entre policiais e manifestantes, no Centro Cívico de Curitiba. O grupo, que tinha majoritariamente professores, protestava contra a votação de um projeto de lei que mudou a gestão de recursos da ParanáPrevidência.rnO abalo à imagem da Polícia Militar após a operação ficou caracterizado com as declarações posteriores ao confronto. A PM, a Secretaria de Segurança Pública e o Governo do Estado defendiam que a participação de integrantes de movimentos black blocks fomentou a ação policial. Ao todo, 14 pessoas foram detidas. Contudo, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apontaram que não havia indícios de que essas pessoas participavam de tais movimentos radicais.rnAlém disso, em entrevista, o então secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, acabou colocando a maior parte da culpa pelos feridos nos comandantes da PM. Segundo Francischini, ele não havia participado diretamente da ação. A informação foi desmentida em uma carta assinada por Kogut e outros coronéis da PM, na qual eles alegavam que o secretário era informado de cada passo da ação policial.rnKogut justificou a saída por conta de “dificuldades administrativas intransponíveis com a direção da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp)”. Dias depois, Francischini também pediu demissão.rnConfrontornO conflito de 29 de abril, que resultou em mais de 200 pessoas feridas, aconteceu no dia em que os professores protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) contra o projeto do governo estadual que mudava a forma de custear a ParanaPrevidência, o regime da Previdência Social dos servidores do estado.rnCom a paralisação, quase um milhão de alunos estão sem aula em todo o estado. A Justiça chegou a determinar o retorno imediato dos professores às salas de aula, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) entrou com recurso.
Fonte: G1

























