Cerca de 70% das escolas da rede pública estadual de ensino do Paraná paralisaram as atividades nesta quarta-feira (23), de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), ao contrário do qe diz a Agência Estadual de Notícias onde relatam que somente 22% das escolas aderiram totalmente à paralização dos profesores. O Estado ainda afirma que foi feito um levantamento pelos 32 Núcleos Regionais de Educação do Paraná mostrando que apenas 22,34% das 2.100 escolas estaduais paralisaram totalmente as atividades nesta quarta-feira (23/04). Cerca de 24% dos colégios funcionaram normalmente no período da manhã, enquanto 53,5% das unidades da rede estadual tiveram atendimento parcial.rnDo Sindicato: Centenas de professores e funcionários estão reunidos em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, em Curitiba, desde o início desta manhã, quando foi deflagrada a greve da categoria. “Mesmo nas escolas que estão abertas, há protesto de greve. Em algumas regiões do estado, a adesão é de 100%. A perspectiva é de que amanhã a mobilização aumente ainda mais”, afirmou a presidente do APP-Sindicato, Marlei Fernandes. Até o meio-dia, a Secretaria de Estado de Educação não havia informado a quantidade de escolas e de alunos afetados com a greve.rnSegundo o sindicato, decisão foi motivada pela demora do governo em responder às demandas consideradas urgentes pela categoria, como um novo modelo de atendimento à saúde, pela não implementação dos 33% de hora-atividade para o magistério no início do ano letivo de 2014 e pelos descontos no auxílio-transporte.rnA presidente do APP-Sindicato ainda diz que a paralisação não traz prejuízos aos estudantes e que um calendário para reposição de aula e conteúdo será feito quando a greve acabar. rnOs educadores também cobram a implantação do Piso Nacional para o professor (mínimo de 8,32%), o reajuste no mesmo índice do Piso Regional (7,34%) para os funcionários de escolas, o pagamento das promoções e progressões em atraso, o fim do corte do auxílio transporte para os afastados por licença médica e melhoria do contrato de Processo Seletivo Simplificado (PSS).rnEsclarecimentornNa terça-feira, a Secretaria de Estado da Educação informou que as escolas do Paraná deverão permanecer abertas tanto para os professores que queiram exercer o trabalho normalmente, quanto para atender os alunos. “Caso o aluno fique sem aula, a família deve exigir da escola um plano de reposição das aulas que faltarem”, diz um trecho da nota.rnEm um esclarecimento divulgado também na terça-feira, a pasta diz que a implementação da hora-atividade pedida pelo sindicato está prevista para o próximo ano letivo quando os novos professores, que estão terminando o atual concurso, tenham assumido as funções. Conforme a secretaria, isso custará R$ 17 milhões por mês ao Estado e que, atualmente, os professores têm 30% de hora-atividade – o que representa seis aulas por semana sem interação com aluno.rnQuanto ao aumento de 10% reivindicado pela categoria, a secretaria diz que o governo oferece um reajuste previsto na data-base, de 6,06%, e que o Paraná paga 70% a mais do que o piso nacional, que é de R$ 1.697,00 para 40 horas. Segundo o governo estadual, o salário inicial em 2013/2014 para 40 horas por semana, já com auxílio transporte, é de R$3.005,94.rnEm relação à implantação das promoções e progressões pedidas pelo sindicato, o governo afirma que os professores e funcionários com direito – aproximadamente 22 mil profissionais –, começaram a receber em março e que a primeira parcela dos avanços devidos será paga no mês de maio. rnO governo ainda garante estar em fase final de um concurso público para a contratação de 13,7 mil novos professores e pedagogos. De acordo com o governo, nos últimos três anos foram contratados 17.261 novos professores e funcionários aprovados em concurso público e outros 4,2 mil funcionários administrativos e de apoio, que aguardavam nomeação desde 2007. rnO que diz a Secretaria Estadual de Educação:rnA Secretaria de Estado da Educação explica que as escolas estaduais devem ficar abertas para receber os alunos. Os professores que não aderirem à paralisação organizada pelo sindicato da categoria precisam ter condições de trabalhar de forma normal, com presença de qualquer número de alunos, para que possa ser considerada carga horária ofertada ao aluno e cumprida pelo professor.rnOs Núcleos Regionais de Educação receberam relatos de que professores que querem trabalhar foram impedidos de entrar nos colégios por manifestantes. Os casos serão apurados pelas ouvidorias dos núcleos. rnA secretaria orienta os pais a procurar os diretores das escolas para saber como está a organização da unidade em função da greve. Caso não haja aula, os responsáveis pelos alunos devem ser informados quando será realizada a reposição dos horários perdidos, um direito dos alunos.rnO Governo do Paraná tem feito todo o esforço para cumprir com uma agenda junto aos professores e aos servidores da Educação, fazendo com que a valorização aconteça, tanto na questão salarial, quanto na jornada de trabalho. rn
Fonte: Rpctv

























