Os metroviários de São Paulo em greve estão concentrados na Praça da Sé, no centro da cidade, onde vão se juntar a integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais. Os manifestantes caminharam da Estação Ana Rosa, na zona sul, até o centro após terem entrado em confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar no início da manhã de hoje (9).rnOs grevistas informaram que vão seguir até a Secretaria de Segurança Pública para reivindicar a libertação de 13 colegas detidos quando a Tropa de Choque entrou na estação do metrô. Depois, pretendem seguir para a sede da Secretaria Estadual de Transporte, próximo dali.rnA entrada da Estação Ana Rosa foi bloqueada por homens da PM. Mais cedo, os manifestantes também fizeram barricadas e queimaram lixo em frente à estação.rnFábio Bosco, metroviário, disse ter sido ferido na testa durante o confronto com a PM. “Eles [os policiais] entraram agredindo todos que ali estavam. A forma da agressão foi jogar os escudos sobre nós e atingir a gente com golpes de cassetete de borracha. Também usaram gás contra nós. Colocaram a tropa de choque dentro da estação do metrô, um espaço confinado, é um absurdo fazer isso”, reclamou.rnAltino de Melo Prazeres Júnior, presidente do sindicato da categoria, disse que ameças de demissões por parte do governo estadual pode piorar a situação. “Acho que o governo está indo para um campo que aumenta o problema, em vez de diminuir. Tem espaço para negociação, queremos resolver, espero que isso aconteça ainda hoje”, declarou.rnA greve da categoria foi mantida após decisão em assembleia na tarde de ontem (8), contrariando decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo que determinou o fim da greve e multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A paralisação do metrô foi considerada abusiva pelo TRT.
Fonte: Agência Brasil

























