O mais recente Boletim da Dengue divulgado pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde), na última terça-feira (2), confirmou mais uma morte pela doença no Paraná. Dessa vez, a vítima foi uma criança de dez anos de idade, moradora de Nova Fátima (Norte), município que faz limite com Cornélio Procópio. Desde janeiro, já são 21 o número de mortes por dengue no Estado e autoridades de saúde estudam estratégias para reduzir os casos e o risco de morte pela doença nos municípios, mas reforçam que a forma mais eficaz é com a maciça colaboração da população na tarefa de limpar os quintais e remover os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chickungunya e zika. rnO óbito por dengue na Região Norte do Estado é o primeiro registrado na área de abrangência da 18ª RS (Regional de Saúde). Segundo a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), a vítima é um menino que não apresentava comorbidades e teve um quadro clínico de dengue grave. O médico Enéas Cordeiro de Souza Filho, da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da Sesa, ressalta que “crianças e idosos são grupos de risco para casos graves de dengue; daí a importância do manejo adequado da doença e da contribuição da população na adoção das medidas de prevenção do controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue”. Na próxima semana uma equipe da Sesa deve ir para Nova Fátima para reforçar os treinamentos já realizados aos profissionais de saúde do município.rn“A gente recebe a notícia (da morte da criança em Nova Fátima) muito entristecido. Não queremos ver óbitos nem casos positivos da doença, mas foge ao nosso controle porque o mosquito é bem adaptado ao clima do Norte do Paraná. É preciso que haja uma participação maior da população na ajuda ao combate à dengue nos municípios. Só o nosso trabalho, da regional, não é eficaz. Precisa da participação maciça da comunidade, limpando os quintais, não jogando lixo nas ruas, retirando os entulhos. Temos que intensificar a remoção dos criadouros”, reforçou o chefe da 18ª Regional de Saúde, Claudio Cordeiro. Ele não tinha detalhes sobre a morte da criança e disse apenas que é um caso autóctone de dengue.rnA responsável pela área de Epidemiologia da secretaria municipal de Saúde de Nova Fátima recusou-se a repassar informações sobre o óbito sem a autorização do secretário, que não estava na secretaria nesta quarta-feira (3). No Boletim da Dengue, o município de 8.359 habitantes aparece na lista de cidades com baixa incidência da doença.rnO chefe da 18ª RS disse que todos os agentes de endemias e profissionais que trabalham na atenção primária à saúde foram capacitados. “Na atenção primária, eles estão preparados para identificar o mais rápido possível os casos suspeitos de dengue e oferecer o tratamento o quanto antes aos pacientes”, ressaltou Cordeiro.rnLONDRINArnDas 21 mortes no Paraná neste ano, quase metade foi registrada na área da 17ª Regional de Saúde. Foram sete óbitos em Londrina e dois em Ibiporã. Segundo classificação da Sesa, Londrina tem média incidência de dengue, mas a situação não é menos preocupante. O último boletim da doença, divulgado pela secretaria municipal de Saúde no dia 27 de junho, apontou 451 novas notificações em um período de uma semana. Desde janeiro, o município registrou 12.365 notificações, 1.526 casos confirmados e oito mortes.rnA Diretoria de Vigilância em Saúde do município lembrou que Londrina está bem perto de alcançar a marca de casos positivos e decretar estado de epidemia, quando a proporção é de 300 casos por 100 mil habitantes. Conforme o boletim da semana passada, atualmente a incidência na cidade é de 270 casos/100 mil habitantes, considerada situação de alerta pelo Ministério da Saúde.rnO Paraná tem 81 municípios com epidemia de dengue. A diretora de Vigilância em Saúde no município, Sônia Fernandes, observa um “comportamento bastante diferente” da dengue neste ano. “Apesar de já estarmos no inverno, período em que há tendência de queda no número de notificações, o município contabiliza uma média de 500 casos notificados por semana. Isso é, de fato, bastante preocupante. Já tivemos semanas muito piores, quando o número de notificações foi de quase 800, mas ainda temos uma média de muitos casos notificados para essa época do ano”, comentou Fernandes na quinta-feira (27), durante a divulgação do boletim semanal.
Fonte: Folha de Londrina

























