A Polícia Civil de Londrina prendeu no início da tarde desta sexta-feira (5) um homem de 35 anos acusado de ser o autor do crime que vitimou o professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sérgio Paulo Adolfo, 65 anos. Ele foi encontrado morto estragulado com a própria camisa enrolada no pescoço no dia 26 de agosto, no banco de trás do seu carro estacionado em frente a um shopping da zona norte da cidade.rnrnNotícias Relacionadasrnrn rn rn 29/08/2014 17:01:00rn rn rn Morte de professor da UEL ainda é mistério para Polícia Civilrn rn rnrnrn rn rn 27/08/2014 18:38:00rn rn rn Professor pode ter sido morto em motelrn rn rnrnrn rn rn 27/08/2014 07:13:00rn rn rn Professor da UEL é encontrado morto com marcas de estrangulamentorn rn rnrnrnrnrnDesde o crime, a polícia vinha trabalhando diversas linhas de investigação para tentar chegar ao suspeito. Como os pertences pessoais do professor haviam desaparecido, a PC trabalhava com a possibilidade de ser um latrocínio, mas sem ter a motivação. Sérgio Adolfo era docente do departametno de Letras da UEL, ligado a temáticas da literatura africana e afro-brasileira.rnrnNo dia do crime ele foi visto pela última vez na hora do almoço junto a familiares. Ele, à tarde, teria ido ao mercado e posteriormente entrado em um motel da cidade na companhia de um homem. As câmeras de segurança do estabelecimento registraram a entrada dos dois, mas as imagens não foram suficientes para identificar o companheiro do professor. Elas mostrarm o professor na direção e o homem ao lado, no banco do passageiro.rnIdentificado como Jurandir Ramos Júnior, o acusado do crime teria sido detido no início da tarde quando chegava em no pensionato que vivia na Rua Itapicurus, na Vila Nova, região central de Londrina. No momento da abordagem ele teria se declarado culpado do homicídio.rnA PC informou que ele possui passagens anteriores, inclusive fora da comarca de Londrina. Em Medianeira (PR), ele teria sido detido por roubo, em Ibiporã, onde vive a ex-esposa, ele responde pela Lei Maria da Penha e em Foz de Iguaçu, por furto.O suspeito foi levado para a sede da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (10ª SDP) para ser ouvido formalmente em inquérito e posteriormente foi apresentado oficialmente à imprensa.rnAo ser interrogado, o suspeito disse que mantinha um relacionamento íntimo com o professor Sérgio Adolfo há aproximadamente dois meses e que, na tarde do crime, eles teriam se desentendido dentro do motel, iniciando uma briga corporal. Ele teria acertado Sérgio Adolfo com dois socos no rosto e que a vítima então passou a gritar. Então, ele teria levado as mãos ao pescoço do professor, o esganando.rnNo relato de Ramos Junior, ele alegou que até esse momento a vítima não estava morta e a colocou no carro para que então fosse levada para socorro médico. No entanto, após constatar que o professor não tinha mais sinais vitais resolveu abandonar o carro e o corpo dentro. Questionado sobre o sumiço dos pertences pessoais de Adolfo, o suspeito argumentou que deixou a carteira e documentos dentro do carro e que não os subtraiu ao fugir da cena do crime.rnA PC chegou até o rapaz após um cruzamento de ligações telefônicas ainda na manhã desta sexta-feira. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (10ªSDP), Márcio Amaro, explicou que o relato do suspeito bate com as cenas do crime, já que a vítima apresentava ferimentos de pancada na cabeça quando foi encontrada morta. Para ele, não restam dúvidas quanto a autoria do crime.rn”É certo que confessa a morte do professor e para nós o crime está elucidado. Não foram feitos saques na conta do professor e nem os cartões foram utilizados. Não há qualquer relação com um susposto latrocínio”, pontuou. Amaro também citou que o suspeito alegou ter sido assediado nos últimos dias pelo professor com diversas ligações e encontros inesperados, o que teria deixado Ramos Junior irritado com as abordagens.rnO superintendente da 10ª SDP, o investigador Jose Marcio Ilkiu, também comentou que Ramos Junior apresentou, durante a abordagem, um pedaço da camiseta que usava no dia do assassinato. O tecido estava sendo utillizado para limpeza do pensionato. O rapaz estava em Londrina há cerca de dois anos e fazia “bicos” no setor elétrico.rnSérgio Adolfo teria diferentes casos amorosos e que seria um frequentador assíduo do motel onde foi visto pela última vez. Jurandir Ramos Júnior foi reconhecido por uma das funcionárias do estabelecimento. Por volta das 15h40, o suspeito foi conduzido para exames no IML de Londrina e deveria retornar para o Centro Integrado de Triagem (CIT), na própria 10ªSDP até que sua transferência para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) fosse determinada pela Vara de Execuções Penais (VEP).rnSegundo Márcio Amaro, o delegado que conduz o caso, Edgar Soriani, poderá indiciar o suspeito pelos crimes de homicídio qualificado, com pena de reclusão de 12 a 30 anos, e até mesmo por ocultação de cadáver.
Fonte: Alexandre Sanches e Juliana Leite

























