A Mesa Executiva da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) decidiu transferir a sessão plenária desta quarta-feira (4) para a Ópera de Arame, no bairro Abranches, enquanto o prédio do Legislativo Estadual é ocupado por servidores públicos que protestam contra a PEC 16/2019, que altera regras da previdência do funcionalismo estadual. A sessão tem previsão de início às 14h30.rnSegundo o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), a ideia é submeter a PEC a todos os turnos de votação – primeira e segunda discussões e redação final – ainda nesta tarde. “Estamos muito convictos de que a votação tem que acontecer, mas não queremos confronto, jamais, e muito menos agressão a quem quer que seja”, disse Traiano em entrevista coletiva nesta manhã. “Em função deste momento crítico, da não desocupação da Casa, a Mesa Executiva tomou a decisão – porque regimentalmente é possível fazer isso: vamos fazer a votação na Ópera de Arame.”rnUm grupo estimado em 200 pessoas ocupa as galerias da Alep desde a tarde de terça-feira (3) após derrubar grades da Casa. Por causa da confusão, o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB) suspendeu a sessão. À noite, uma liminar da juíza Rafaela Mari Turra atendeu a pedido da Casa, determinando a saída dos servidores. A decisão autoriza o uso de força policial “se necessário e de forma proporcional” e estabelece uma multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.rnApesar disso, os manifestantes decidiram dar continuidade a ocupação. “Vamos manter essa resistência, porque qualquer ato de violência só vai consolidar essa linha autoritária que precisamos denunciar”, disse Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, nesta manhã.rnMais cedo, a secretária geral da APP, Vanda Bandeira Santana, afirmou que a intenção do grupo era permanecer no prédio da Alep, apesar de já haver rumores de que a sessão seria transferida de local. “Entendemos que essa fala é para desmobilizar o movimento, então permaneceremos aqui no Centro Cívico. Não tem por que não realizar a sessão aqui no prédio da Assembleia”, disse por volta de 9 horas.rnVereadores de Curitiba adotaram a mesma estratégia em 2017rnEm 2017, a Câmara Municipal de Curitiba também transferiu os trabalhos para a mesma Ópera de Arame, com o objetivo de evitar confronto com manifestantes. Na ocasião, estava em tramitação um pacote de quatro projetos propostos pelo prefeito Rafael Greca (DEM, à época no PMN) que, entre outras medidas, alterava o regime de previdência dos servidores municipais.rnA decisão de mudar o local da sessão foi tomada após manifestantes contrários às propostas ocuparem o Palácio Rio Branco, sede da Câmara. Ainda assim, houve confronto entre servidores e policiais militares nos arredores da Ópera de Arame.
Fonte: Gazeta do Povo

























