O secretário estadual da Educação, Fernando Xavier Ferreira, declarou na quinta-feira (30) que, conforme a duração da nova greve dos professores, o calendário escolar “poderá sofrer perdas irreparáveis”.rnIsso porque o cronograma de aulas para este ano já foi refeito após a primeira paralisação, que durou 29 dias, o que consumiu todas as reservas disponíveis para reposição de aulas. rn“A greve anterior já prejudicou muito o calendário escolar. Os jovens, principalmente aqueles que estão concluindo agora o ensino médio, podem ser prejudicados de uma maneira muito difícil de sanar. Sem dúvida os mais afetados são os estudantes que farão o Enem e vestibular”, afirmou o secretário. rnAlém da perda de conteúdo pedagógico para cerca de um milhão de crianças e adolescentes, Ferreira reitera que a paralisação das aulas causa diversos transtornos, como a impossibilidade de entrega da merenda e a logística do transporte escolar. “O transporte dos alunos funciona em convênio com os municípios. Portanto, haverá momentos em que não teremos frota de ônibus disponível. E os agricultores familiares também saem perdendo, pois sem conseguir entregar a merenda, perdem a produção”, explicou. rnFerreira afirmou que, por enquanto, não é possível definir como será feita a reposição de aulas deste novo período, pois isso depende da duração do movimento dos educadores. rnO secretário destacou, ainda, que todos os itens acordados em março com a categoria estão sendo cumpridos, como o pagamento dos professores PSS, verbas rescisórias e cumprimento das normas para autorização de novas turmas.rnASSEMBLEIA – Os professores da rede estadual farão uma nova assembleia, às 14h30 nesta terça-feira (5), em local a ser definido.
Fonte: Nota 10

























