O Ministério Público do Paraná realizou em Curitiba, na quinta-feira (30), entrevista coletiva para dar informações sobre as investigações instauradas para apurar excessos na repressão da manifestação pública ocorrida na última quarta-feira (29), nos arredores da Assembleia Legislativa.rnO MP-PR informou colher informações, documentos, laudos e depoimentos de testemunhas, além de divulgar e-mail institucional destinado a receber imagens e vídeos enviados pela população e que poderão auxiliar nas investigações. rnPara conduzir as investigações foram designados os promotores de Justiça Paulo Sérgio Markowicz de Lima e Maurício Cirino dos Santos que, sob a Coordenação do procurador de justiça Eliezer Gomes da Silva, já estão ouvindo vítimas e testemunhas, no térreo da sede da PGJ, em Curitiba, (Rua Marechal Hermes, 751, Centro Cívico). Somente nesta quinta-feira (30), foram tomados os depoimentos de 20 pessoas (vítimas e testemunhas). rnFERIADO – Para dar prosseguimento à tomada dos depoimentos, a equipe designada para cuidar da investigação trabalhou neste feriado de 1.º de maio.rnUm e-mail foi criado para receber, da população, registros de imagens (fotos e vídeos) sobre o ocorrido, e que poderão auxiliar nas investigações. Neste endereço eletrônico serão recebidos especificamente registros em foto e vídeo dos acontecimentos da tarde do dia 29 de abril, em frente da Alep. rnDurante a entrevista coletiva, o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, informou que as investigações já começaram, com a coleta de depoimentos de pessoas presentes nas manifestações e testemunhas, bem como de material documental, inclusive registros de imagem e áudio. Salientou, ainda, que a investigação procurará reunir a todos elementos que possam servir para a reconstituição fidedigna dos fatos rnAlém do procurador-geral, participaram da coletiva o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos; o procurador de Justiça Eliezer Gomes da Silva e o promotor de Justiça Paulo Markowicz de Lima – os dois últimos integrantes do grupo formado pelo MP-PR para apurar o caso. rnOlympio que, juntamente com o procurador-geral de Justiça, foi até o local do conflito e participou das negociações pelo fim da violência, lamentou o evento “que mancha a história do Paraná”. Ele relatou que o MP tomou ações preventivas para evitar o conflito, inclusive buscando ajuste consensual no projeto de lei que garantisse maior aporte de recursos ao fundo previdenciário, de modo a preservar-lhe um tempo maior de solvência – entretanto, as negociações foram interrompidas pelos acontecimentos na praça diante da Assembleia. rnJá o procurador de Justiça Eliezer Gomes da Silva ressaltou que o MP buscará todos os elementos para conhecer com a maior amplitude possível o que aconteceu, pautando-se pelos procedimentos legais e éticos que norteiam a atuação da Instituição. Questionado sobre as características da repressão policial, ele afirmou que em nenhuma, das inúmeras manifestações recentes no Paraná, inclusive naquelas com participação popular ainda maior, houve uma situação semelhante. Entretanto, ressaltou, ser muito cedo para que se faça qualquer juízo definitivo a respeito. rnO promotor Paulo de Lima informou, por sua vez, que as investigações terão como foco principal as lesões corporais e a possibilidade de ter havido abuso de autoridade e atentado ao livre exercício do direito de manifestação. rnA instauração do procedimento investigativo foi determinada ainda na quarta-feira (29) pelo procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia. O MP-PR já havia expedido Recomendação ao governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando-Geral da Polícia Militar no sentido de que a intervenção policial se limitasse a garantir a segurança dos manifestantes, excetuada a contenção de eventuais infrações penais.
Fonte: Nota 10

























