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Sites brasileiros saem do ar por precaução contra ataque hacker

Alguns sites de órgãos do governo no Brasil foram suspensos como precaução após um ataque hacker de larga escala que atingiu 74 países ao redor do mundo.rnEm São Paulo, o Ministério Público e do Tribunal de Justiça tiraram seus sites do ar preventivamente. Não existe registro de ataque no estado. A atitude foi meramente preventiva. No Ceará, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), suspendeu atendimento e desligou computadores de 90 agências.rnO ataque, que começou na manhã desta sexta-feira, atingiu países como Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Itália. Na Espanha, a Telefónica foi uma das principais afetadas.rn“Não é possível ainda saber quem promoveu o ataque e estamos trabalhando fortemente para bloqueá-lo”, afirmou Fernando Mercês, pesquisador sênior da empresa de segurança virtual Trend Micro.rnO sistema de saúde do Reino Unido foi uma das grandes vítimas dos hackers. O ataque, do tipo ransomware, “sequestra” o computador e exige o pagamento de um resgate para que ele volte a funcionar.rnA Kaspersky, empresa russa de segurança, estima que mais de 45 mil ataques, em 74 diferentes países, tenham sido bloqueados.rnAcredita-se que o ataque explore uma vulnerabilidade do Microsoft Windows. O problema é que a Microsoft já liberou uma atualização de segurança que corrige o problema em março deste ano. As vítimas do ataque, em teoria, seriam computadores que estão desatualizados.rn“O WannaCry explorou as empresas que não atualizaram o seu Windows e agora, essas mesmas estão sendo vítimas do ataque. Para se prevenirem, é preciso aplicar a correção”, afirma Mercês.rnUm mapa do ataque mostra que ele se concentrou em países europeus–Rússia é um dos principais locais com ocorrências. China e Estados Unidos também concentraram uma quantidade razoável de casos. A ameaça foi identificada por especialistas como sendo o vírus WannaCry.rn“O prejuízo é enorme para as empresas pois, além de parar as operações, elas têm seus dados encriptados e terão que pagar alto valor ao sequestradores virtuais, normalmente fixado em 300 dólares americanos para cada computador afetado”, afirma Mercês.

Fonte: Revista Exame

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