rnrnrnrnrnrnA saga de um brasileiro que tem em seu currículo algumas das maiores conquistas da história do alpinismornrnrnrnNo 28º andar de seu apartamento em Curitiba, Waldemar Niclevicz fala sobre os seus 26 anos de alpinismo. As alturas parecem ser o habitat natural desse cidadão de Foz do Iguaçu que, desde 1978, adotou a capital paranaense como o seu porto seguro. “Eu não trocaria Curitiba por nenhuma cidade do mundo. Ela é minha base”, afirma.rnSua personalidade tranquila contrasta com as conquistas que o colocaram como um dos mais importantes nomes do alpinismo mundial. A vida esportiva de Niclevicz começou aos 14 anos praticando salto em altura, 110 metros com barreiras e salto triplo. A vontade e o prazer de realizar seus treinamentos, que lhe dão a base para suas escaladas tanto na parte física quanto mental, são heranças desse período. “Toda essa disciplina que eu tenho como atleta eu devo ao atletismo”, afirma.rnSua primeira subida ao Pico do Marumbi foi aos 16 anos e, aos poucos, a paixão pelo alpinismo foi se revelando e com ela o seu dom para as escaladas. Com o aprimoramento de sua técnica e da confiança de que era possível alçar voos maiores, Waldemar partiu para seu primeiro grande desafio. A escalada do Aconcágua, em fevereiro de 1988, érnconsiderada por ele o início de sua carreira. Na época, Niclevicz tinha 21 anos. A partir daí, suas aventuras pelas montanhas mais altas da Terra o levaram a vários países e o fizeram ser reconhecido com um dos mais importantes atletas do mundo nesse esporte.rnEntre outros desafios que Waldemar superou, dois se destacam: Ele foi o primeiro brasileiro a escalar o Everest, que é considerada a maior montanha do mundo com 8.848 metros de altura, e também o K2, montanha tida pelos alpinistas como a mais difícil de ser conquistada.rnObviamente, todas essas façanhas não acontecem por acaso. A dedicação ao alpinismo precisa ser diária para que um atleta alcance esse nível de excelência. Ao mesmo tempo, a superação de seus limites exige muita concentração para que cada ação seja realizada com a máxima segurança possível.rnRespeitar a natureza para ser respeitado por ela é quase um mantra para os atletas que praticam esse esporte. Essa forma introspectiva de se relacionar com o meio que os cerca tem certa semelhança com uma das características do povo curitibano. “Esse ar mais reservado, tímido, é uma coisa que eu gosto em Curitiba. O estilo de vida que nós adotamos na montanha é muito intimista, então nós valorizamos muito a questão da amizade. Eu acho que Curitiba nos dá esse aconchego”, compara.rnAlém do alpinismo, outra paixão de Waldemar é o Clube Atlético Paranaense. Em 2004, ele levou a bandeira do Furacão ao cume da montanha Mismi, no Peru, a 5.597 metros de altura. “Quem foi atleticano uma vez na vida será sempre. Nós realmente vestimos a camisa por amor”, ressalta.rnTodas essas histórias vividas nos 26 anos de carreira de Waldemar Niclevicz foram reunidas no livro “O Brasil no topo do Mund”. O lançamento aconteceu no dia 25 de setembro de 2014 na Livraria da Vila, no Pátio Batel, em Curitiba. A autobiografia é a quinta obra de Niclevicz e reúne 1320 fotos em 420 páginas. O prefácio foi escrito pelo Rei Pelé. “O livro é um relato da minha vida, com ênfase nas fotos”, explica.rnrnrnrnrnrn
Fonte: Revista One Curitiba

























