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Qual será o salário dos vereadores de Jacarezinho?

A falta de quórum na Câmara de Jacarezinho prorrogou para a próxima semana a decisão sobre o salário dos vereadores. Quatro dos oito parlamentares presentes à sessão ordinária da última segunda-feira deixaram o local antes mesmo do início da reunião que votaria o veto do prefeito Sérgio Eduardo Emygdio de Faria (DEM) à revogação da lei que reduziu os salários dos edis no ano passado. Ao deixarem a Casa, Valdir Maldonado (PDT) – presidente da Câmara -, José Izaías Gomes (PT), o “Zola”, Francisco Carlos Moraes (PSB), o “Xico Serraia” e Diogo Augusto Biato Filho (PSB), favoráveis à anulação da lei, não quiseram comentar a decisão ao deixarem o Legislativo. rnIntegrantes do Observatório Social Todo Poder Emana do Povo e dezenas de moradores compareceram à sessão. O grupo, denominado como “Gatos Pingados” por um dos políticos em referência a uma minoria de pessoas presente durante a votação do Projeto de Lei em 2015, acompanhou a chegada dos vereadores em frente à sede do Legislativo, onde uma banda de pagode executava, repetidamente, a canção Comunidade Carente, do cantor Zeca Pagodinho, que segundo os moradores retrata a realidade dos jacarezinhenses. rnA intensão de quem acompanhava a sessão na Câmara de Vereadores ou por meio do rádio, era saber o resultado da votação ao veto encaminhado pelo Executivo ao plenário que poderia impedir a revogação da lei aprovada em agosto do ano passado que reduziu os subsídios dos parlamentares em 30% (passando de R$ 6,2 mil para R$ 4,340 mil). rnCom nove parlamentares, o quórum da sessão foi afetado também pela ausência do peemedebista Fúlvio Boberg que estava em viagem, forçando assim o encerramento da reunião. Os vereadores que permaneceram na sede do Legislativo evitaram polemizar a postura dos companheiros. rn”Eles alegaram que havia muita baderna. Disseram que quando chegaram aqui (Câmara de Vereadores) foram xingados por algumas pessoas, e que nas redes sociais havia insinuações sobre uma surpresa que teriam na sessão. As ameaças inibiram os vereadores fazendo com que eles abandonassem a reunião antes mesmo dela começar, talvez, por medo de possíveis agressões físicas”, minimizou Fabiano Saad, também do PSB. rnAlém de Saad, permaneceram no plenário os vereadores Ricardo Tonet (PT), o “Focinho”, Marcos Aparecido Ganzela (DEM), o “Colosso” e Luciane Aparecida Alves (PSB). rnPara o empresário e integrante do Observatório Social, Alberto Bonardi Junior, a atitude dos vereadores foi vergonhosa. “A postura do Observatório jamais seria de agressão aos parlamentares. Foi vergonhosa e lamentável a decisão de abandonarem a sessão. A surpresa a que referíamos em nossa página no facebook era em relação à banda de pagode que cantava a música Comunidade Carente, sugestão do âncora do Bom dia Brasil, Chico Pinheiro, na terça-feira passada. Foi apenas uma forma bem-humorada de protestarmos” justificou Bonardi, ainda analisando. “Estavam presentes oito dos nove vereadores. Mas antes de começar a reunião os vereadores Maldonado, Zola, Xico Serraia e Diogo foram embora, e sem o quórum não há sessão. Agora iremos reivindicar que os quatro vereadores tenham descontados o valor correspondente à falta na sessão. Na segunda-feira estaremos aqui novamente para acompanhar a votação do veto e exercer a cidadania”, avisou. rnrnOPINIÃOrnA postura dos vereadores revoltou a população. Para o acadêmico de História da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Clayton Ferraz Souza, os vereadores subestimaram a capacidade intelectual da população. “Palhaçada! Tentaram usar o esquecimento do povo para a manobra de interesses pessoais”. Já o bancário Felipe Augusto Lima da Silva, classificou a atitude dos parlamentares como absurda. “Onde já se viu tentar revogar a lei que aprovaram no ano passado? Deveriam dar o exemplo! Um absurdo!”. A opinião de Silva é a mesma do mototaxista Jonathan Pereira Maldonado. “Um pai de família trabalha o dia todo para ganhar o salário mínimo. O que esses vereadores fazem para justificar um salário de R$ 6,2 mil?”, questiona o trabalhador.

Fonte: Luiz Guilherme Bannwart – Folha de Londrina. Fotos: Jivago França

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