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Suspeito de matar bailarina no Paraná alega que fez sexo com a vítima de forma consentida e nega homicídio, diz polícia

Flávio Campana, de 41 anos, prestou depoimento à polícia na sexta-feira (28) após ser preso suspeito de matar a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, que teve o corpo encontrado na área rural de Mandaguari, no norte do Paraná.rn rnrnrnO corpo da bailarina e estudante universitária, que tinha 25 anos, foi encontrado com sinais de violência sexual, no final de janeiro, perto de uma cachoeira. Conforme Instituto Médico-Legal (IML), ela foi estrangulada e estuprada. Segundo a Polícia Civil, durante o depoimento de sexta-feira, o suspeito afirmou ter feito sexo com consentimento da vítima e negou o homicídio.rn”Ele confessou que teve relação sexual com a Magó. Só que ele alega que essa relação ocorreu de forma consentida, essa é a versão dele.”rnrnrnEntretanto, segundo a polícia, Campana se contradisse em relação ao primeiro depoimento prestado no dia 4 de fevereiro. À época, ele relatou que não teria visto a vítima na cachoeirarnrnrnSobre os depoimentosrnrnrnrnSegundo o delegado de Homicídio de Maringá, Diego Almeida, no depoimento de sexta-feira, o suspeito apresentou informações contrárias ao que já tinha dito.rnrnrn“Desde o início das nossas investigações nós estávamos em contato com ele e, por várias vezes, ele negou qualquer contato com a Magó. Só depois de ser confrontado com o exame de DNA é que ele acabou alegando que praticou sexo com ela.”rnrnrnrnrnrnrnrnrnFlávio Campana, de 40 anos, foi preso suspeito de estuprar e matar Maria Glória Poltronieri Borges — Foto: DivulgaçãornrnrnrnrnrnÀ época, o suspeito disse à polícia que não viu a bailarina na cachoeira.rn”Não me recordo de ter visto ela lá. O pessoal que eu vi foi todo em grupo, tudo junto”, disse Campana no dia 4 de fevereiro à polícia.rnrnrnDe acordo com a gravação feita do primeiro depoimento, ao ser questionado sobre algumas lesões nos braços, Campana disse aos investigadores que as marcas eram de machucados antigos.rn“Isso aqui é tudo coisa antiga porque a gente sobe em estruturas metálicas, depois a gente mostra as fotos para vocês”, contou enquanto mostrava as cicatrizes.rnrnrnrnrnrnrnrnSegundo a polícia, o suspeito mostrou marcas de lesões no corpo e disse que eram antigas — Foto: Imagens cedidas/Polícia CivilrnrnrnrnrnrnrnrnAmigos e familiares de Magó fizeram uma manifestação na sexta-feira, em frente à Delegacia de Maringá, enquanto aguardavam a chegada do suspeito.rnrnrnrnContradiçõesrnrnrnrnConforme a polícia, o suspeito já foi condenado por estupro em 1998 e tem várias passagens por agressão as mulheres.rnrnrnDiante da mudança de versão nos depoimentos, o delegado explicou que o suspeito pode ter dito sobre a relação consentida como forma de estratégia.rn“É importante notar que esse artifício que ele tá utilizando é o mesmo que ele utilizou em relação à primeira vítima, que foi em 1998. Ele tá usando da mesma tática de desacreditar, de denegrir, a imagem da vítima em relação ao que o sexo foi consentido ou não.”rnrnrnIda à cachoeirarn rnrnA família informou que a bailarina frequentava a cachoeira com frequência e que, na véspera do dia em que o corpo foi encontrado, ela decidiu acampar em uma chácara para rezar e se conectar com a natureza.rnrnrnO corpo foi encontrado com sinais de agressão e de violência sexual. Após a coleta de materiais genéticos, encontrado nas roupas e no corpo de Maria Glória, a polícia confirmou que eles eram de Flávio Campana.rnrnrnEm um mês, mais de 50 pessoas foram ouvidas pelas polícias de Mandaguari e Maringá.rnrnrnAlíviornrnrnrnO pai de Maria Glória Poltronieri Borges, Maurício Borges, diz que a prisão é um alívio para a família.rn”É uma forma de interromper a dor que a gente sente. Agora, a gente sente um pouco mais de esperança, e essa dor diminui um pouquinho”, afirmou.rnrnrnAlém de esperar pela condenação do suspeito da morte da filha, Borges afirma que a família vai trabalhar para que casos como de Maria Glória deixem de acontecer no país.rnrnrn”Devagarinho, esperamos trazer um novo panorama no combate ao machismo, feminicídio e violência contra a mulher. Nada vai trazer a minha filha de volta, o passado não vai mudar, mas podemos mudar o futuro com informação, educação e melhorias na Lei Maria da Penha”, enfatizou Maurício Borges.rnrnrnrnrnrnrnrnVítima tinha 25 anos e era estudante universitária — Foto: Maurício Borges/Arquivo PessoalrnrnrnrnrnrnrnManifestaçõesrnrnrnrnA morte de Maria Glória motivou manifestações em várias cidades, pedindo o fim da violência contra as mulheres, chamando a atenção para o número de casos de feminícidio no estado e pedindo por mais segurança às mulheres.rnrnrnCuritiba, Maringá e Cascavel tiveram atos em memória à bailarina.rnrnrnrnrnrnrnrnManifestação em Maringá reúne dezenas de pessoas — Foto: Alex Magosso/RPC Maringárnrnrnrnrn

Fonte: G1 RPC

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