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Preso que sofreu queimadura volta à prisão

A Polícia Civil de Carlópolis recebeu na noite de terça-feira, 28, o detento ALTAIR ARRUDA DA SILVA, 37 anos, que teve 40% do corpo queimado por seu colega de cela VAGNER JÚLIO DA SILVA.  Altair permaneceu mais de quatro meses internado no Complexo Médico Penal do Paraná, localizado em Pinhais, para tratamento das queimaduras ocorridas no dia 13 de dezembro de 2013, no alojamento que ocupava no setor de carceragem da delegacia.  rnrnEntenda o caso: rnrnNo dia 13 de dezembro de 2013, por volta das 20hs, os presos Altair e Vagner, ambos com distúrbios psiquiátricos, discutiram. Após a discussão, VagnerR aguardou o colega de cela dormir, o cercou com roupas e colchões, fez uma tocha com uma toalha seca e incendiou todo o alojamento. Apenas estavam no alojamento Altair e Vagner, justamente pela dificuldade de convivência de ambos com os demais presos. Altair acordou pegando fogo, correu para o banheiro, ligou a ducha e pediu socorro. VAGNER, por sua vez, subiu na cama, sentou-se e passou a observar o que ocorria. Vagner morreu pouco tempo depois asfixiado pela fumaça da espuma do colchão, enquanto ALTAIR teve 40% do corpo queimado. No momento do fato, por volta das 22h30, estavam presentes na Delegacia o investigador, dois policiais militares e o delegado do município. rnrnDe acordo com o Delegado, Dr. Rubira, se não houvesse extintores suficientes a tragédia poderia ser pior: “Por prevenção, tínhamos adquirido recentemente extintores de incêndio que foram suficientes para apagar o fogo, caso contrário teríamos uma tragédia ainda maior”, destacou. Rubira ainda advertiu que a Polícia Civil não pode cuidar de presos: “Somos policiais e não carcereiros. Na Comarca possuímos apenas um investigador por turno, cujas atribuições são a realização de boletins de ocorrência, cumprimento de investigações, realização de intimações e, por absurdo, a guarda do presídio”, disse. rnrnA perícia científica esteve na delegacia para a realização da perícia e constatou que a posição que Vagner se encontrava no óbito era típica de suicídio. O delegado ainda observou que entre o pedido de socorro e a contenção total do incêndio não se passaram mais de três minutos, mas mesmo assim, Vagner em nenhum momento pediu socorro. ” A impressão que tínhamos ao ver o corpo de Vagner era que ele estava assistindo televisão”, informou o delegado.rnrnVagner e Altair estavam presos por violência doméstica. Rubira ainda mencionou que os familiares de ambos os presos foram orientados para que procurassem um internamento voluntário de ambos, pois a delegacia não era local apropriado para custódia de pessoas com problemas psiquiátricos, entretanto, mesmo assim, a opção dos familiares foi no sentido de representarem pela prisão de ambos. O Complexo Médico Penal do Paraná – CMP, local onde Altair permaneceu os quatro meses, é um estabelecimento penal de regime fechado, destinado aos presos do sexo masculino e feminino, provisórios, condenados por medida de segurança e/ou que necessitam de tratamento psiquiátrico e ambulatorial. Altair ainda não está totalmente curado, ainda possui ferimentos que necessitam de cuidados e encaminhamentos médicos, o que deverá ser feito por um investigador.

Fonte: Balada Sertaneja Fm

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