Ao longo de 2013, os cartórios de registro civil do País realizaram 3.701 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, em média, 10 por dia. No Paraná, foram 168 casos — 88 entre homens e 80 envolvendo mulheres — o que dá quase um casamento a cada dois dias. Em Curitiba foram 70 casos, 39 entre homens e 31 entre mulheres. O Paraná aparece como o sexto estado onde mais ocorre a união homossexual. O primeiro é São Paulo, onde aconteceram mais da metade dos casamentos em 2013 — 1.945 uniões. O Acre foi o Estado que registrou menos casamentos entre pessoas do mesmo sexo: um.rnOs dados fazem parte das Estatísticas de Registro Civil, divulgadas ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que pela primeira vez investiga o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O levantamento foi possível porque em maio passado o Conselho Nacional de Justiça aprovou a resolução 175, que veda “a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”.rnO detalhe é que ao mesmo tempo, o Paraná é o quarto estado com mais matrimônios entre homens e mulheres. Foram 60.823 no ano passado, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Brasil teve mais de um milhão de matrimônios no ano passado, contra cerca de 325 mil divórcios.rnEm 2010, a taxa geral de divórcios ficou em 1,82 por mil habitantes e alcançou 2,6 por mil no ano seguinte à mudança da legislação. No ano passado, com a redução no número de divórcios, a taxa geral ficou em 2,6 por mil habitantes. No Paraná ela é mais alta — 3,1%.rnO sub-registro de nascimentos atingiu a mais baixa proporção — a estimativa é de que 5,1% das crianças nascidas em 2013 não foram registradas no ano do seu nascimento ou até o fim do primeiro trimestre de 2014. Em 2003, essa proporção era de 18,8%, segundo Estatísticas de Registro Civil do IBGE.rnA mortalidade infantil no Brasil está concentrada nos primeiros 27 dias do bebê. Em 2013, 31.909 crianças com menos de um ano morreram e 67,4% dessas mortes foram registradas até o 27º dia de vida, informam as Estatísticas de Registro Civil. “Estudos mostram que à medida que o País avança nas questões estruturais relacionadas às áreas de saneamento e acesso à saúde da gestante e da criança, a tendência é os óbitos infantis se concentrarem na componente neonatal”, escreveram os pesquisadores do IBGE.
Fonte: Bemparana

























