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Atendimentos da Defensoria Pública do Paraná a casos de violência doméstica crescem 129%

O número de atendimentos da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) a casos de violência doméstica aumentou 129% em 2021.rnrnrnDe acordo com levantamento da Coordenadoria de Planejamento da instituição, foram, ao todo, 2.857 casos atendidos em 2020, contra 6.540 no ano passado.rnrnrnA DPE só atende casos de violência doméstica na capital, por meio do posto avançado de atendimento presente na Casa da Mulher Brasileira (CMB) de Curitiba.rnrnrnPara as mulheres que não moram na capital, a DPE orienta as mulheres a procurarem os serviços da rede de proteção, como os telefones de emergência 190, da Polícia Militar, e a Patrulha Maria da Penha, 153, nos municípios que contam com o serviço.rnrnrnSegundo a psicóloga da Defensoria Pública na CMB, Jéssica Paula da Silva Mendes, a pandemia de Covid deixou as mulheres que estão em situação de violência doméstica ainda mais vulneráveis.rn”Isso se deve ao fato de a pandemia ter potencializado os fatores de risco (conflitos intrafamiliares, convivência restrita ao ambiente doméstico) e dificultado fatores de proteção (fortalecimento de vínculos sociais e comunitários, acesso aos serviços de proteção), relativos à ocorrência da violência doméstica”, explicou.rnrnrnEla lembrou que, no entanto, no começo da pandemia, em 2020, foi registrada uma queda no número de atendimentos.rnrnrn”De forma geral, pode-se dizer que as mulheres foram isoladas com seus agressores e, estando sob a vigilância constante destes, enfrentaram ainda mais obstáculos para o acesso a equipamentos e serviços considerados essenciais à superação da situação de violência, como a Defensoria Pública”.rnrnrnrnrnCasa da Mulher Brasileira, em Curitiba, reúne vários órgãos da rede de apoio às vítimas — Foto: Divulgação/SMCSrnrnrnrnEm 2021, um outro fator também fez crescer o número de atendimentos, segundo a DPE. Os serviços da rede de proteção se adaptaram à nova realidade e proporcionaram um acesso mais rápido e fácil às vítimas.rnrnrn”As próprias mulheres, mais familiarizadas com estes novos recursos, passaram a demandar com mais frequência, pelos diferentes meios disponíveis. Dentre as principais mudanças, friso a implementação de novos canais de atendimento remoto como a principal estratégia para alcançarmos essas mulheres”, disse Jéssica.rnrnrnUma das medidas importantes lembradas pela profissional foi a criação da opção de registrar o boletim de ocorrência online. A ferramenta, de acordo com a servidora, é uma das soluções propostas por outras instituições que trabalham com as vítimas.rn”Por exemplo, a possibilidade de registro de boletim de ocorrência online teve como consequência o aumento dos pedidos iniciais de medida protetiva formulados pela Defensoria”, ressaltou.rnrnrnEm julho de 2020, o Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM), em parceria com o posto avançado de atendimento, lançou a cartilha “10 passos para o registro de Boletim de Ocorrência Online – Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”, com o objetivo de auxiliar as mulheres a registrar o B.O. A cartilha pode ser acessada no link.rnrnrnA DPE-PR atua em casos diretamente relacionados à violência, orientando e realizando a defesa da mulher no âmbito da medida protetiva de urgência e nas ações penais que tramitam no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e também naqueles que são considerados imprescindíveis à proteção da mulher, como as ações de família e cíveis.rnrn

Fonte: G1

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