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Bela, jovem e competente. Conheça a nova prefeita de Quatiguá

Após as eleições suplementares ocorridas no dia 2 de abril, a primeira mulher eleita prefeita de Quatiguá, Adelita Parmezan de Moraes (PDT) tem dois luminares na política: o seu vice Josué de Pádua, o vereador com mais mandatos no município, e o seu pai, e ex-prefeito Efraim Bueno de Moraes (gestão 2006-2012) por dois mandatos, de quem foi coordenadora de suas campanhas. Nos próximos dias, quando tomar posse, a contadora especialista em contas eleitorais e bacharel em Direito pretende seguir os ensinamentos dos mentores, unindo eficiência, administração e carinho à frente da prefeitura. rnAos 25 aos, ela tem grandes desafios pela frente, pois o município atravessa uma grande crise de credibilidade política, aliado a uma estagnação econômica e de crescimento. Sua campanha, baseada na força da juventude e combate à corrupção, trouxe ventos novos para a tradição política da cidade. Sua coligação enfrentou o adversário, o ex-prefeito Fernando Dolenz que se aliou aos outros três candidatos a prefeito que disputaram no pleito de outubro/2016, então disputado com Efraim que não pode ocupar o cargo por estar em recurso com a justiça eleitoral. rnAdelita foi eleita com 2777 votos, 643 a mais que seu adversário. A mais jovem prefeita do Norte Pioneiro já demonstra a que veio, e na última quarta-feira(5), já estava em Curitiba trazendo recursos para a cidade que a elegeu. Foram 120 mil reais para a área da saúde para a compra de uma Van e um novo micro-ônibus para os alunos.rnNa entrevista, Adelita fala do tom de sua campanha, a disputa, a vitória e suas primeiras ações frente à prefeitura nos próximos 3 anos e 8 mesesrnSITE JRDIARIO – Prefeita, em sua campanha, qual foi a maior reivindicação do povo?rnADELITA PARMEZAN BUENO – A maior preocupação e reclamação foi o desamparo na área da saúde, e o desemprego. Esses dois pilares precisarão de muita sustentação.rn rnJRDIARIO – Qual será o tom dessa nova gestão?rnADELITA – O tom desta nova gestão será a visão administrativa, de olhar a prefeitura como uma empresa, com eficiência e menos teor político. Atualmente, o eleitor vai às urnas para votar olhando o perfil administrativo do gestor, embora alguns ainda vão pela representação política, ou seja, o político nato, que cumprimenta todo mundo, que tem envolvimento. E é a qualidade administrativa que quero mostrar, pois os maiores problemas que são a saúde e desemprego, estão aí para serem resolvidos.rn rnJRDIARIO – Nesta linha administrativa que irá pautar sua gestão, há alguma referência de algum político que está trabalhando com esse estilo de gestão?rnADELITA – O prefeito de São Paulo João Dória trabalha sob a égide administrativa, embora não concorde com alguns aspectos de sua gestão, como a máxima exposição pessoal. É extremamente necessário um cunho social! Em nossa região, o prefeito de Joaquim Távora Gelson Mansur utiliza um método mais gestor do que político. Todavia, ele conta com grandes empresas que auxiliam a oferta de emprego naquela cidade e que acabam amparando os municípios vizinhos.rn rnJRDIARIO – A transição de governo será a mais tranquila da história de Quatiguá?rnADELITA – A transição sim. Porém, vou assumir uma prefeitura com falta de credibilidade. A Educação, embora com bons índices, precisa ser reestruturada com valorização e reconhecimento profissional dos funcionários. A folha de pagamento está quase chegando ao limite dos 54%. Estaremos trabalhando para organizar e reestabelecer as maiores dificuldades. É claro que nestes primeiros meses de gestão, primeiro com o Josué de Pádua Melo – Zé Vareta, depois o Chrystian Coser e agora eu, irá favorecer pelo fato de a gente ter acompanhado o grupo, mantendo o seu raciocínio. Fomos implementando os projetos como o credenciamento de pediatra, que tínhamos em campanha e acabamos reafirmando. Na quarta-feira, estive reunida com o deputado Romanelli para trazer dois veículos, uma para a Saúde e o outro para a Educação. Este pedido foi feito na gestão do Zé, o Chrystian endossou e eu vou entregar. Existem questões delicadas que deverão ser resolvidas de imediato, pelo tempo que Quatiguá ficou à mercê do abandono político.rn rnJRDIARIO – Em relação à frota do município, o que será feito com os veículos inservíveis e outros que necessitam de reparos que estão abandonados no parque rodoviário?rnADELITA – Terá que ser feito um levantamento dessa parte da frota para qualificar o que é inservível, e o que demanda manutenção sem onerar demais o município. É preciso analisar a viabilidade de restauração de alguns veículos, e se porventura não for, poderá acontecer o processo de leilão dos inservíveis e sucatas.rn rnJRDIARIO – Em sua campanha, também foi anunciado o asfaltamento em Quatiguá. Isto será uma realidade?rnADELITA – Sim, será uma realidade. A Câmara já aprovou o Consórcio que viabilizará o asfaltamento, ação que foi idealizada e executada nas gestões do nosso grupo político que atua desde janeiro deste ano.rn rnJRDIARIO – No próximo domingo será realizado o concurso público para vários cargos em Quatiguá. Os futuros aprovados serão convocados em breve?rnADELITA – Conforme a necessidade do município, serão convocados para suprir as vagas. Devido o índice da folha dos funcionários estar quase no limite, seria impossível convocar todos os aprovados.rnrnrnJRDIARIO – O seu plano de governo prevê a criação de 500 lotes no Bairro Quatá. Como será o processo de loteamento? rnADELITA – Iremos desapropriar a área que será destinada aos lotes. rn rnJRDIARIO – Como você iniciou a sua vida profissional? rnADELITA – Comecei a trabalhar aos 14 anos, na empresa do meu pai, o Feijão Efraim. Inicialmente fazendo serviços de banco, depois vendas, onde bati o recorde de outros vendedores da firma, no município. E consequentemente fui evoluindo, trabalhando em outros setores da empresa, até ocupar o cargo de gerente-administrativa. As pessoas sempre me viram mais em bancos e em supermercado conferindo a qualidade dos nossos produtos, do que em lojas e baladas.rn rnJRDIARIO – Como você avalia a abstenção de 17% que houve nesta eleição suplementar?rnADELITA – Temos que considerar que grande parte desta abstenção é dos votos não obrigatórios. Vejo isso também como um reflexo do pleito de 2016, onde a vontade da maioria não foi suprida. Meu pai foi o mais votado, porém não pode assumir, e com isso, muitos acharam que o voto, a sua vontade, resultou ineficiente.rnrnrnJRDIARIO – A quantidade de votos que você obteve, já era esperada?rnADELITA – Meu adversário tinha políticos de carreira ao seu lado. E eu tinha o Efraim. Concorremos com um candidato que já foi prefeito, seu vice tinha carreira política. Ainda que a imagem deles estivesse desgastada por uma gestão complicada, e a derrota do vice nas urnas, a população tinha a oportunidade de votar em uma mulher, jovem, sem uma carreira política. Então, o que fortaleceu realmente fui eu estar ao lado do meu pai. E quando ele estava dentro da prefeitura, trabalhou corretamente, fazendo uma boa gestão e isso refletiu na minha campanha. Também tive o apoio do Zé Vareta e os sete vereadores do nosso grupo que trouxeram muitos votos para mim. rnEu fiz mais votos que meu pai. Ele conseguiu 45,5% nas últimas eleições e eu alcancei 56,55%. Superei o índice porque não disputei somente contra um adversário, mas contra os outros três que disputaram em 2016. A população também preferiu uma renovação política.rn rnJRDIARIO – Sua imagem é associada a seu pai. Ele já está atuando ao seu lado. Isso trará mais vantagens ao seu mandato?rnADELITA – Com certeza. Ele é meu cartão de visitas. Como é um líder muito forte e atuante, naturalmente o consideraram como candidato, mesmo não sendo. As imagens não estão dissociadas ainda. rnTodo jovem é por si só revolucionário, e todo e qualquer líder deve ter muita responsabilidade e respeito à tradição. Então, eu não posso ter o privilégio de errar porque existe uma cidade inteira esperando que eu acerte, e muita gente esperando que eu erre também, para poder criticar. Eu não vou colocar uma cidade inteira em risco. Quanto às minhas ações no executivo, se eu não tiver a plena certeza de que estou no caminho certo, vou recorrer a quem já viveu este momento e a quem já teve esta experiência, seja o meu pai, seja prefeitos que eu admiro e são exemplo de bons gestores como o de Guapirama, Sr. Pedro de Oliveira. Sempre vou recorrer à experiência, sem deixar de lado a essência que me colocou neste cargo. Quem foi às urnas e votou, teclou 14, em Adelita Parmezan de Moraes. Eu carrego comigo que sendo filha de Efraim, não se admite que eu repita seus erros, e que eu acerte onde ele acertou.rn rnJRDIARIO – A jovialidade também te trouxe transtorno, pois muitas vezes foi chamada por algumas pessoas de “menina”, “criança”, entre outros rótulos.rnADELITA – Eu até entendia essa atitude quando vindo de pessoas mais velhas. Alguns viam esta questão como a “menina” tomando a frente do município. A oposição usou muito este argumento. E isto significava que os adversários não me viam como candidata em nenhum momento e isto pode ter sido o grande erro deles. Enquanto ficavam falando que eu era uma menina mimada e que nunca havia trabalhado, eu ia de casa em casa conversando com a população, explicando meu plano de governo, tendo o grande benefício de surpreender o eleitor. rn rnJRDIARIO – O tempo de campanha foi curto, você conseguiu visitar a maioria dos lares quatiguaenses?rnADELITA – Infelizmente não. Foram somente 30 dias. Fizemos campanha em todos os bairros, e os que puderam nos receber, pois a maioria trabalha, tive a oportunidade de explicar meu plano de governo com calma e seriedade. E nessas visitas, consegui impressionar com o minha habilidade e caráter. No meu discurso realizado no comitê, dia 02, dia da vitória, eu disse que se achavam que eu era uma menina, que soubessem que eu sou uma mulher, então convidei todos os 6.452 eleitores a se sentarem e verem a minha administração, porque é isso que eu tenho que provar, que eu não sou uma menina, e sim uma mulher. E eu tenho muita credibilidade para estar mostrando isso, pela família que tenho e a tradição política que meu nome carrega.rn rnJRDIARIO – E quanto à situação do Hospital São Vicente de Paulo?rnADELITA – Todos acompanharam a difícil situação que o hospital enfrentou e ainda enfrenta. Teremos muito trabalho para tentar recuperar a credibilidade na Saúde, que é o maior desafio. É muito triste ver a que ponto chegou a falta de zelo com a população em geral. Há vários caminhos que a gente pode estar adotando, e escolher o que menos cause impacto no andamento público, porque todos precisam do hospital e o mais eficaz e eficiente, analisando as questões burocráticas e jurídicas. E em relação aos supostos desvios ocorridos, que a justiça seja feita. rn rnJRDIARIO – O seu vice Zé Vareta, será atuante em sua gestão?rnADELITA – Fiquei muito feliz quando o escolheram para ser meu vice. O Zé foi meu professor. Ele tem o tempo de profissão o que eu tenho de vida, ou seja, 25 anos. Ele sempre foi voltado à juventude e tem uma carreira política de quatro mandatos como vereador. É o vereador mais eleito no município. Mora no Jardim Primavera, mesmo bairro em que trabalho e um local que gosto muito.rn rnJRDIARIO – Em seu programa de governo não contemplou o problema da recuperação de jovens viciados em drogas. Há algum planejamento nesta área?rnADELITA – Com certeza. O problema das drogas em geral já é um problema de saúde pública. Mesmo não estar expresso no meu plano de governo, ações de incentivo na área do esporte podem ser um grande aliado. Há a possibilidade de convênios com clínicas de recuperação em nossa região. E não pode ser qualquer clínica, jogar a pessoa lá e pronto, deve haver um acompanhamento familiar e social. Mas também se faz necessário, o combate ao tráfico de drogas. rn rnJRDIARIO – Você irá fazer um trabalho político para 3 anos e meio ou 8 anos?rnADELITA – É óbvio que a gente pensa. Porém me preocupo somente para esta gestão a qual fui eleita. Não quero fazer da política uma profissão. Eu já tenho uma profissão. E se me colocaram lá na prefeitura, queriam principalmente uma renovação. O que tenho pra fazer neste mandato é cumprir o plano de governo, que estará na gaveta do meu gabinete. São metas a serem atingidas e que transformarão a cidade. E ao final do mandato, se a população quiser, e se eu tiver a aprovação desejada, pode ser que eu concorra às urnas novamente. Se não, volto a trabalhar no meu ramo que é contábil e até lá já estarei formada em Direito.rnrnrnJRDIARIO – Adelita, qual a sua primeira medida a ser tomada, assim que sentar na cadeira do executivo municipal?rnADELITA – A primeira coisa será convocar uma equipe para fazer uma auditoria geral da prefeitura. E isto será feita por setores para não prejudicar o bom trabalho dos funcionários. Logo após isso, uma licitação para colocar relógios-ponto nas escolas para controle de entrada e saída de professores e funcionários.rn rnJRDIARIO – Suas considerações finaisrnADELITA – Agradeço o apoio que tive, principalmente da minha família, dos meus pais, dos meus irmãos, tios e primos. Agradeço fortemente toda a população que me apoiou e nossa primorosa equipe de trabalho. rnEu vendi um sonho: Sonhar com uma nova Quatiguá. E a população comprou este sonho. Quando subi no palanque, eu pedi para que me deixassem ser uma nova política, e eu convidava a população para sonhar comigo e hoje eu tenho a possibilidade de estar realizando este sonho. Obrigado pelos 2.777 votos que obtive, e os outros votos que não foram direcionados a mim e ao meu vice, digo que estarei governando para todos os quatiguaenses. E quem sabe na próxima eleição, eu seja de novo candidata e que possam ver que realmente eu não era uma menina, e sim uma mulher!rn rn 

Fonte: Simone Chiusoli – JRdiario

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