Com a abstenção dos EUA, o Conselho de Segurança da ONU finalmente aprova uma resolução na qual é demandado que um ‘‘cessar-fogo imediato‘‘ seja determinado em Gaza. O texto ainda determina a libertação imediata dos reféns mantidos pelo Hamas e a abertura de Gaza para ajuda internacional. O governo americano insistiu que a resolução não é legalmente vinculante, já que o texto não diz que o Conselho o ‘‘decide‘‘ estabelecer um cessar-fogo, mas apenas ‘‘demanda‘‘. ‘‘Se Israel não cumprir, o Conselho será convocado para aprovar medidas contra o governo de Benjamin Netanyahu‘‘, prometeu o embaixador palestino, Riyad Mansour.rnCrise entre Biden e NetanyahurnForam 14 votos de apoio ao texto e uma abstenção — a do governo de Joe Biden. O gesto norte-americano marca uma mudança importante em sua posição e a confirmação de um racha entre Biden e Benjamin Netanyahu. Imediatamente após o resultado, o governo de Benjamin Netanyahu anunciou que suspendeu a visita planejada de uma delegação de Israel para os EUA. O grupo iria debater com os americanos uma alternativa à invasão planejada por Israel de Rafah. O governo americano se apressou para explicar que o voto não significa uma mudança na posição dos EUA de apoio a Israel. O porta-voz da Casa Branca, John Kirby, afirmou que o governo Biden estava ‘‘muito decepcionadas com a decisão de Netanyahu de não enviar seus assessores para conversas na Casa Branca sobre a operação de Rafah A aprovação ainda ocorre no mesmo dia em que um relatório da ONU classifica, pela primeira vez, como ‘‘genocídio‘‘ as mortes ocorridas entre os palestinos.rnAplausos após votação e choro de palestinornEssa foi a quinta tentativa de votar um cessar-fogo num conflito que já fez mais de 32 mil mortos. A aprovação na ONU ocorre no momento em que as negociações de trégua mediadas pelos EUA, Catar e Egito são conduzidas em Doha. António Guterres, secretário-geral da ONU O embaixador da Argélia, Amar Bendjama, falou em nome dos governos árabes e insistiu que a aprovação era um sinal de que os palestinos ‘‘não seriam esquecidos‘‘. A resolução foi apresentada por Moçambique e contou com o apoio da Argélia, Suíça, Japão, Equador e todos os demais membros não permanentes do Conselho da ONU. Segundo ele, a única forma de recuperar os israelenses mantidos sequestrados pelo Hamas, desde 7 de outubro, é por meio de uma operação militar.rn‘‘A aprovação da esperança ao Hamas de teter um cessar-fogo, sem ter de negociar a soltura dos reféns‘‘, disse. Para ele, o texto ‘‘mina‘‘ a capacidade de negociar o retorno dos israelenses mantidos pelo grupo palestino. Ele ainda criticou o fato de a resolução não condenar o Hamas. ‘‘Foi o Hamas, com um massacre, que começou essa guerra. Não foi Israel que começou essa guerra‘‘, completou. O que a resolução determina Que o cessar-fogo imediato para o mês do ramadã seja respeitado por todas as partes, levando a um cessar-fogo sustentável e duradouro. O texto do governo Biden falava na exigência de que a suspensão das hostilidades fosse seguidas por uma libertação dos reféns israelenses, mantidos pelo Hamas. O texto ainda determinava o fim do financiamento ao grupo palestino por parte de atores estrangeiros. Para o embaixador palestino Riyad Mansour, a resolução americana ‘‘não significava que um cessar-fogo ocorreria‘‘. Para que o novo texto fosse aprovado, negociações nas últimas horas conduziram a algumas mudanças na resolução, originalmente proposta por dez países não permanentes do Conselho e apoiada pelos palestinos, russos e chineses. Os americanos pediram que fosse incluída uma referência às exigências de que os reféns mantidos pelo Hamas fossem liberados, além de uma condenação explícita aos atos do grupo palestino.rnDurante o fim de semana, o governo Biden fez questão de dizer que apenas apoiaria uma resolução que condicionasse o cessar-fogo à liberação dos reféns. Mas governos estrangeiros alertaram que, com essa exigência, o que poderia ser visto seria o sequestro de um avanço em qualquer uma das áreas dependentes do progresso em outras. Nas negociações, os demais membros do Conselho insistiram que tanto o cessar-fogo quanto a liberação dos reféns eram importantes e que deveriam ser citados.rn
Fonte: com infomrações do UOL

























