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Deputados se agridem em sessão na Câmara

Entre gritos de “Fora Cunha” e “Fora PT”, deputados trocaram socos, puxões e agressões no início da sessão em que votarão o impeachment da presidente Dilma Rousseff neste domingo, 17. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou a pedir que a segurança retirasse deputados que estavam em frente à mesa do plenário e mandou retirar uma faixa que pedia a sua saída do plenário. “Faixa não é permitido”.rnrnO deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) chegou a comentar com o líder da minoria (PSDB-SP) que “deu uns tapas” na perna de Paulo Teixeira (PT-SP).rnNo início da sessão, a oposição se preocupou com o quórum baixo e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) pediu para que deputados marcassem presença. Quando o quorum atingiu 342 deputados, número de votos necessários para admitir o impeachment, a oposição comemorou. Às 14h45, o quórum era de 409 deputados no plenário.  rnCaso o parecer seja aprovado pela Câmara dos Deputados, a denúncia contra Dilma Rousseff será encaminhada ao Senado Federal. Lá, deverá ser instalada uma comissão especial, que dará novo parecer sobre se instaura o processo e afasta automaticamente a presidente por 180 dias. rnA decisão do colegiado do Senado, qualquer que seja, vai à votação no plenário daquela Casa. Para ser aprovado, precisa apenas de maioria simples do total de senadores presentes à sessão. Somente após isso, é que o processo de Dilma será julgado pelo Senado e o vice-presidente Michel Temer assume interinamente o comando do País. rnDilma só será de fato impedida de continuar no cargo se, ao final da instrução do processo no Senado, ela for condenada em plenário pelo voto de ao menos 54 dos 81 senadores. Essa última sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) da época. rn rn

Fonte: Folha de São Paulo

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