“A minha pergunta inicial é: de quem é a escola? A quem a escola pertence? Eu acredito que todos aqui já saibam essa resposta. E é com a confiança de que vocês conhecem essa resposta que eu falo para vocês sobre a legitimidade desse movimento, sobre a legalidade (…)”, afirmou. O movimento já atinge mais de mil escolas no Brasil, sendo cerca de 800 no Paraná. “Ontem eu estava no velório do Lucas. E eu não me recordo de nenhum desses rostos aqui. Não me recordo de nenhum (…) Vocês estão aqui representando o Estado e eu os convido a olhar nas mãos de vocês. Estão sujas de sangue”, disparou. rnrnConforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), Lucas foi esfaqueado por um colega de 17 anos após ambos terem usado drogas sintéticas com mais um rapaz e se desentendido. O crime aconteceu nas dependências do Colégio Estadual Santa Felicidade. As declarações de Ana Júlia irritaram o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), que ameaçou encerrar a plenária. “Vou fazer uma intervenção. Com o devido respeito a sua idade e a sua família. Aqui você não pode agredir o parlamentar”, disse o tucano. Ela então se desculpou e continuou falando. rnrnrnOutra secundarista, Nicoly Moreira do Nascimento, de 15 anos, que estuda no mesmo colégio de Lucas, também discursou: “A cada ano, muitos adolescentes morrem dentro de escolas, mas isso não parece ser preocupação para o governo. Entretanto, morre um jovem dentro de uma ocupação pacifica e organizada e, de repente, parece que todo mundo se importa. Querem que voltemos para sala de aula, salas sucateadas, sem recurso e com professores sem incentivo para nos ensinar. Precisamos de uma reforma, mas não dessa forma. Mais horas de aula não vão significar nada se não vierem acompanhadas de qualidade”. rnrnO convite para ambas participarem da sessão partiu do deputado Tadeu Veneri (PT). Anteontem, Traiano havia concedido espaço para representantes do recém-criado movimento “Desocupa Paraná”, contrário à “Primavera Secundarista”, falarem, motivo pelo qual o petista pediu “isonomia”. “Propiciei essa oportunidade. Acho que democraticamente tenho que dar a chance para os dois lados se pronunciarem, virem aqui para expor o que pensam”, afirmou o tucano. “As meninas estão de parabéns, falam com a emoção de quem está vivendo o movimento. A escola é transitória, mas o que os estudantes aprendem é permanente”, opinou Veneri. rnVEJA O VIDEO:
Fonte: Mariana Franco Ramos

























