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Funcionário de funerária de Curitiba pede R$ 1,5 mil para liberar do corpo do IML

Um funcionário de uma funerária de Curitiba pediu o pagamento de R$ 1,5 mil para liberar um corpo do Instituto Médico-Legal (IML). A conversa foi gravada. rnrnrnFuncionário da funerária: Eu conseguiria burlar isso ai para vocês, de uma maneira correta obviamente. Eu consigo tirar o corpo do IML. Eu pegaria, liberaria o corpo por qualquer uma das 26 funerárias de Curitiba, essa funerária da vez eu mandaria entregar em um certo local onde seria entregue e vocês já poderiam ir buscar o corpo. Conseguiria fazer isso para vocês por R$ 1,5 mil.rnrnrnRinaldo: A questão é, eu não tenho hoje esse R$ 1,5 mil para te dar em mãos.rnrnrnFuncionário da funerária: E o que o senhor teria para me arrumar hoje, e o restante para fazer no cartão para você?rnrnrnRinaldo: Eu não trabalho com cartão e hoje aqui comigo eu não tenho nada!rnrnrnFuncionário da funerária: E não tem ninguém que o senhor conheça que possa fazer uma transferência, alguma coisa?rnrnrnRinaldo: O senhor garante essa liberação?rnrnrnFuncionário da funerária: Garanto!rnrnrnO caso aconteceu na semana passada, quando Rinaldo Betcher Neto, que é de Maracajá (SC), ficou sabendo que a irmã, que vivia em Curitiba há oito anos como moradora de rua e que era usuária de drogas, tinha sido encontrada morta.rnrnDepois da notícia, Neto contratou uma funerária catarinense e viajou para Curitiba para buscar o corpo. Na Central de Luto da prefeitura, ele disse ter ouvido de um atendente que precisaria cumprir apresentar o comprovante de residência.rnrnrn“Eu disse que ela não tinha porque era moradora de rua. Há muitos anos estávamos procurando ela e não encontrávamos. Ele negou mesmo assim, queria uma conta de água ou uma conta de luz no nome dela”, afirmou.rnrnrnNeto contou ainda que apresentou os documentos que comprovaram o parentesco, mas não adiantou. Ainda na Central de Luto, o atendente disse que se ele optasse por uma funerária da cidade não teria dificuldade para levar o corpo da irmã.rnrn“Ele me disse: “Ou tu sepulta ela em Curitiba ou contrata um advogado no juizado pedindo um alvará de liberação de corpo, mas já vou te dizer que é difícil de conseguir”, disse.rnrnEle postou um vídeo com a revolta em uma rede social. Neto não aceitou a proposta porque se contratasse uma funerária de Curitiba, precisaria pagar bem mais do que a família tinha.rnrnrnSem poder levar o corpo da irmã para Santa Catarina, ele acabou fazendo o enterro em Curitiba e sem custos, amparado por uma lei municipal que beneficia pessoas que não têm condições financeiras.rnrn rnrnNo cemitério, pouco antes do enterro, ele foi procurado. No telefone, alguém que se identificou como Vagner da Funerária Cristo Rei, em Curitiba, se ofereceu para liberar a viagem do corpo da vítima para Santa Catarina, sem exigir o comprovante de residência.rnrnrnrnO que dizem os citadosrnrnrnrnA funerária Cristo Rei foi procurada para prestar esclarecimentos e quem atendeu o telefone foi o mesmo funcionário que conversou com Rinaldo. Ele não quis gravar entrevista.rnrnrnA secretária do Meio Ambiente Marilza Dias, que cuida do setor na prefeitura, disse que instaurou um procedimento para investigar eventual má conduta no atendimento por parte de servidores públicos do serviço municipal funerário.rnrnrnSegundo ela, o suposto procedimento inapropriado do funcionário da funerária também será investigado.rnrnrn”Não é só uma situação de descumprimento de normas administrativas, isso é um ilícito. Então, não só aplicaremos as penalidades administrativas, mas também encaminharemos para a apuração enquanto crime de agenciamento de corpo”, explicou Marilza.rnrnrnSegundo ela, a lei funciona com o comprovante de endereço para evitar problemas no deslocamento do corpo e fraudes no sistema.rnrnrnO caso será investigado pela prefeitura.rnrnrnrnrn

Fonte: G1

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