O Gaeco de Guarapuava e pela Procuradoria Regional Eleitoral de Curitiba deflagraram ontem a Operação Capistrum (cabresto, em latim), que investiga a suposta prática de crimes eleitorais na disputa de 2014. Segundo o Ministério Público, a investigação apura a existência de um esquema na região de Guarapuava que envolveria o deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB); seu pai, o ex-prefeito Luiz Fernando Ribas Carlim e dois vereadores do município, além de outras sete pessoas. Segundo o Gaeco, o grupo teria praticado diversos crimes eleitorais em benefício da candidatura do deputado nas eleições de 2014.rnDe acordo com o Gaeco, o esquema atuou dividido em dois grupos, localizados em Guarapuava e no distrito de Entre Rios. As investigações apontam que, durante o período eleitoral, houve a distribuição de vários benefícios a cidadãos para conseguir votos para o deputado. Já no dia das eleições de 2014, a suspeita é de que os coordenadores dos dois grupos reuniram motoristas e cabos eleitorais para praticar delitos de boca de urna e transporte de eleitores. Há indicações de que o grupo continua a atuar mesmo após as eleições, concedendo benefícios – muitos deles ilegais – a moradores de Guarapuava e região, com o intuito de “manter cativo o eleitorado”.rnRibas Carli confirmou que ele e seu pai prestaram depoimento ontem. Ele negou as acusações. “Nossas contas eleitorais foram aprovadas. Tudo o que for solicitado será esclarecido”, disse. Ele admitiu, ainda, que responde a outro processo por irregularidades na eleição de 2010. Em outubro de 2011, o parlamentar chegou a ter o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR), sob a acusação de “caixa dois” de campanha. “Esse processo está correndo, e ainda está em andamento”, alegou ele.
Fonte: Bemparana

























