A decisão do presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ) de iniciar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) reascendeu a disposição dos grupos pró e contra a deposição da petista de irem para as ruas. Em Curitiba, os movimentos que defendem a cassação de Dilma já planejam nova manifestação para o próximo dia 13, na tentativa de pressionar o Congresso a aprovar o afastamento da presidente. Já os movimentos sociais aliados do governo devem se reunir nos próximos dias para definir um cronograma de mobilizações contra o que chamam de “golpe”.rnLogo após Cunha anunciar a abertura do processo, no final da tarde de quarta-feira – depois que a bancada do PT decidiu votar contra ele no Conselho de Ética da Câmara – o movimento “Curitiba Contra a Corrupção” já criou um evento no facebook intitulado “Fora Dilma Curitiba Agora é a Hora”, que até ontem, tinha 3 mil participantes “confirmados”.rnAs manifestações contra Dilma na Capital paranaense – que começaram 2015 em alta, foram perdendo força ao longo do ano. O primeiro protesto, realizado em 15 de março, atraiu cerca de 80 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar. Em 13 de abril, a mobilização ainda foi expressiva, mas o número de participantes caiu pela metade, sendo estimado em 40 mil pessoas, também segundo a PM. Já a última manifestação, em 15 de novembro, contou com apenas 300 pessoas, sinalizando o enfraquecimento do movimento diante das denúncias de envolvimento do presidente da Câmara no esquema de corrupção da Petrobras.rnOs defensores do mandato da presidente também pretendem ir às ruas. Petroleiros da Federação Única (FUP), sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ativistas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) lideram as articulações com movimentos sociais. “Não há motivação nenhuma nesta solicitação a não ser o desespero de Cunha, que deveria estar preso”, criticou O presidente da CUT, Vagner Freitas,. “O deputado tenta tirar o foco das suas irregularidades e da possibilidade grande de ele ser deposto e preso”.rnOs sem-terra e as entidades estudantis também manifestaram a intenção de participar das manifestações em apoio a Dilma. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, se comprometeu, a mobilizar movimentos populares.rnInfluênciarnSegundo o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), no Paraná, representantes dessas entidades, junto com lideranças do partido de Dilma devem se reunir na semana que vem para organizar as manifestações. Veneri considera, porém, que essas mobilizações terão pouca influência no andamento do processo contra a presidente no Congresso. “Não digo que não vai ser importante. Mas não é o que vai determinar”, avalia o petista, lembrando que mesmo as últimas manifestações pelo impeachment tiveram baixa adesão. “As opiniões já estão bastante consolidadas. As pesssoas estão bastante cansadas desse debate”, afirma.
Fonte: Bemparana

























