O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de contas ligadas a 43 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de ligação com atos antidemocráticos que questionam o resultado das eleições.rnrnrnrnA decisão está sob sigilo, foi tomada no último dia 12 e abrange pessoas supostamente envolvidas nos bloqueios ilegais feitos em rodovias e manifestações antidemocráticas e com pautas inconstitucionais em frente a quartéis do Exército.rnrnrnrnrnPela decisão de Moraes, a Polícia Federal deve tomar o depoimento de todos os alvos no prazo de dez dias.rnrnrnrnrnConforme o ministro do STF, o bloqueio nas contas tem o objetivo de frear a utilização de recursos para financiar atos ilícitos e antidemocráticos.rnrnrnrn rnrnrnrn”Verifica-se o abuso reiterado do direito de reunião, direcionado, iliÌcita e criminosamente, para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral para Presidente e vice-presidente da RepuÌblica, cujo resultado foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 30/10/2022, com consequente rompimento do Estado DemocraÌtico de Direito e a instalação de um regime de exceção”, escreveu.rnrnrnrnrnAinda de acordo com o ministro, o deslocamento “inauteÌ‚ntico e coordenado” de caminhões para BrasiÌlia para “iliÌcita reunião nos arredores do Quartel General do ExeÌrcito, com fins de rompimento da ordem constitucional” pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado DemocraÌtico de Direito (art. 359-L do CoÌdigo Penal).rnrnrnrnrnApuração da PRFrnrnrnrnrnAinda na decisão, Alexandre de Moraes reforçou que a Polícia Rodoviária Federal apontou que empresaÌrios estariam financiado os atos antidemocraÌticos fornecendo estrutura completa com refeições, banheiros e barracas, por exemplo.rnrnrnrnrn”O potencial danoso das manifestações iliÌcitas fica absolutamente potencializado considerada a condição financeira dos empresaÌrios apontados como envolvidos nos fatos, eis que possuem vultosas quantias de dinheiro, enquanto pessoas naturais, e comandam empresas de grande porte, que contam com milhares de empregados, sujeitos aÌ€s poliÌticas de trabalho por elas implementadas”, escreveu o ministro.rnrnrnrnrn”Esse cenaÌrio, portanto, exige uma reação absolutamente proporcional do Estado, no sentido de garantir a preservação dos direitos e garantias fundamentais e afastar a possiÌvel influeÌ‚ncia econoÌ‚mica na propagação de ideais e ações antidemocraÌticas”, acrescentou.rnrnrn
Fonte: Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas / TV globo – Foto: REUTERS/Adriano Machado
























