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Operação Efeito Colateral prende quatro pessoas por comércio irregular de medicamentos em Ribeirão Claro

Polícia Civil apreendeu produtos à base de Tirzepatida, materiais para aplicação e itens relacionados à comercialização clandestina

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro pessoas em flagrante nesta quinta-feira (17), em Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro, durante a Operação Efeito Colateral, investigação voltada à comercialização irregular de medicamentos e substâncias injetáveis utilizadas com finalidade emagrecedora.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Ribeirão Claro, com apoio do Grupo de Diligências Especiais (GDE) e do Setor de Investigação da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho. As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Ribeirão Claro.

Segundo as informações divulgadas pela polícia, as investigações apontaram para a venda e, em alguns casos, aplicação irregular de produtos à base de Tirzepatida, comercializados com diferentes nomes, entre eles Mounjaro, Lipoless e Lipoland. Também foram localizadas outras substâncias cuja procedência e regularidade são objeto da investigação.

Produtos armazenados de forma irregular

Durante o cumprimento dos mandados em diferentes endereços, os policiais encontraram medicamentos e substâncias armazenados em condições consideradas inadequadas, além de materiais utilizados para aplicações e embalagens que seriam destinadas à comercialização.

Em uma residência localizada na região central, um homem de 47 anos foi preso depois que os agentes localizaram frascos de Lipoless, à base de Tirzepatida, armazenados em uma geladeira em condições apontadas pela investigação como incompatíveis com as exigências legais.

Uma mulher de 46 anos também foi presa. Conforme a PCPR, durante as diligências ela teria apresentado um medicamento para venda a um agente que participava da operação. Após a confirmação do flagrante, os policiais realizaram buscas no imóvel e encontraram ampolas de Tirzepatida, além de produtos identificados como Ultra Rehab Mix e GHK-CU.

No endereço também foram apreendidos recipientes térmicos e embalagens relacionadas à comercialização. Segundo a polícia, a mulher informou que adquiria os produtos no Paraguai.

Mais de 250 frascos e ampolas apreendidos

Em outro endereço, uma mulher de 59 anos foi presa após os investigadores encontrarem mais de 250 frascos e ampolas de diferentes marcas e substâncias.

Entre os materiais apreendidos estavam produtos identificados como Tirzepatida TG, Lipoless, Lipoland, Tirzedral, Tirzec, Gluconex, Catedral e Retatrutida Synedica. De acordo com a PCPR, a investigada também declarou que adquiria os produtos no Paraguai.

Local de atendimento tinha seringas e anotações

A quarta prisão ocorreu em um imóvel que, segundo a investigação, era utilizado simultaneamente como residência e local de atendimento por uma mulher de 51 anos.

No endereço, os policiais encontraram ampolas de Tirzepatida, incluindo produtos identificados como Mounjaro, além de dezenas de frascos vazios, seringas e agulhas.

Também foi localizado um caderno com anotações relacionadas ao controle financeiro das aplicações realizadas em clientes. Conforme informado pela polícia, a mulher declarou que adquiria os produtos por meio de um grupo de WhatsApp.

Investigados foram autuados

Os quatro presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais. Segundo a PCPR, eles foram autuados em flagrante por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal.

Nos casos em que a investigação apontou importação clandestina dos produtos, também houve autuação por contrabando.

A Polícia Civil reforçou o alerta sobre os riscos relacionados à utilização de medicamentos injetáveis sem acompanhamento médico e produtos de procedência não comprovada. A investigação busca apurar a origem dos materiais e interromper a comercialização irregular de substâncias que possam representar riscos à saúde dos consumidores.

As informações sobre os fatos e as condutas atribuídas aos investigados são baseadas nos dados divulgados pela Polícia Civil. A prisão em flagrante e a autuação não representam, por si só, condenação definitiva.

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