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Petroleiros ignoram a Justiça e deflagram greve

A população ainda vive os efeitos provocados pela greve dos caminhoneiros e pode encarar agora mais uma paralisação que se refere a abastecimento de combustível: os petroleiros decretaram greve nacional a partir desta quarta-feira (30). Eles prometem ficar parados por três dias (72 horas). rnApesar disso, a situação do abastecimento não deve piorar. Há estoques de combustível nas refinarias e o período da paralisação é curto.rnOs trabalhadores cruzaram os braços mesmo após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter declarado a paralisação como ilegal e estipulado multa diária de R$ 500 mil caso a decisão fosse descumprida. O TST aceitou o pedido de liminar feito pela AGU (Advocacia Geral da União) e pela diretoria da Petrobras. Elas argumentaram que os petroleiros apresentaram reivindicações de “natureza político-ideológica” e ressaltaram que há um acordo coletivo fechado com duração até 2019.rnEntre as reivindicações estão a redução dos preços dos combustíveis, a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias e o fim das importações de derivados de petróleo.rnA AGU e a Petrobras também acusam os sindicatos que representam os petroleiros de não terem cumprido a legislação para a realização da greve, como a abertura de negociação, comunicação prévia, ou envio de atas de assembleias que decidiram pela paralisação.rnO diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Simão Zanardi, rebateu as acusações da AGU e da empresa. Segundo ele, os 14 sindicatos ligados à entidade cumpriram as exigências da lei e informaram a empresa sobre a greve com 72 horas de antecedência.rnSe as reivindicações não forem atendidas, os petroleiros decidirão no dia 12 de junho se realizarão uma greve por tempo indeterminado, com parada de produção.rnPedro Parente encaminhou uma carta aos funcionários na segunda-feira (28), pedindo que eles façam uma reflexão se este é o momento de realizar uma paralisação, tendo em vista a “situação de grave crise que atinge o país” por causa dos protestos dos caminhoneiros.rnO presidente da Petrobras disse que a empresa enfrenta o desafio de ajustar os preços dos combustíveis com base nas variações do mercado internacional para evitar perdas. A opção de praticar preços abaixo do mercado do petróleo aumentaria o endividamento da companhia, colocando em risco seus investimentos.rn”Não existe alternativa sem custos. Preços desconectados da realidade do mercado significam que alguém está pagando a conta, e as leis do país estabelecem que não é a Petrobras”, afirmou Parente na carta.

Fonte: Uol – foto: Sávio Gabriel/ Diário de Pernambuco

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