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Projeto de sustentabilidade já envolve 160 alunos de Siqueira Campos

Cerca de 160 jovens já passaram pelo projeto “Sustentabilidade: da escola ao rio” na cidade de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro. Eles são alunos do 2° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Sigesmundo Antunes Netto e estiveram, em 2013 e 2014, monitorando a qualidade da água do Ribeirão Água Fria, manancial de abastecimento local. A escola é uma das 46 do estado que participaram do projeto em 2014. rnNa quinta-feira (20), um grupo apresentou os resultados do trabalho deste ano, com um panorama das várias análises de amostras de água coletadas no ponto de captação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). rnO projeto “Sustentabilidade: da escola ao rio” foi criado em 2012, por meio de parceria entre a Sanepar, a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) e a Secretaria de Estado da Educação. Em 2014, foram envolvidas 21 escolas e em 2014 o número passou para 46. rnO projeto dissemina o conceito de sustentabilidade e sua aplicação na conservação dos recursos hídricos. Os alunos, acompanhados por técnicos da Sanepar e por professores, fazem o monitoramento do rio por meio da coleta de amostras de água e de resíduos sólidos encontrados nas margens. rnTRANSFERÊNCIA – Para os alunos do 2º ano da escola Sigesmundo Antunes Netto, o evento de apresentação dos resultados deste ano foi como um ritual de transferência da responsabilidade de realizar o projeto no ano que vem para os que vão ingressar no 1° ano. “Dentre os vários objetivos do projeto, queremos motivar estes jovens para que se tornem cidadãos integrados ao meio ambiente. Eles devem entender o ambiente onde vivem, saber o que está acontecendo e atuar como parte deste meio”, afirma o gestor ambiental da Sanepar, Wagner Kreling, que orientou as atividades deste ano. rnA diretora auxiliar da Escola, Angelina Fernandes de Moraes Bassani, disse que está satisfeita com a continuidade do projeto em 2015. Ela conta que os alunos têm a oportunidade de conhecer, na prática, a importância de conhecimentos repassados nas diferentes disciplinas. “A cada ano temos quatro turmas envolvidas para dar continuidade ao projeto que traz ganhos, não só para a escola, mas para toda a comunidade”, resume. rnAS ANÁLISES – Com equipamentos e reagentes, os alunos analisam aspectos físicos, químicos e biológicos dos rios. A aluna Rafaela da Rocha Marques explica que os aspectos físicos medem a temperatura, o odor, a turbidez. Os químicos são oxigênio dissolvido, potencial hidrogeniônico, amônia, fosfato. Os biológicos são feitos em laboratório e medem coliformes fecais e totais. “Não observamos nenhuma alteração neles em relação às amostras coletadas no ponto de captação da Sanepar”, disse a aluna. Em uma das visitas havia muito entulho nas proximidades. “Tinha até uma churrasqueira abandonada.” rnOutro aspecto importante observado pelos alunos é a presença de matas ciliares. Lara Ferreira da Silva esteve algumas vezes no Água Fria para a coleta de amostras e compara a mata ciliar à proteção que os cílios oferecem aos olhos. rn“Se não tiver mata na margem do rio, quando chove, a terra vai para o fundo do rio, carregando dejetos de animais, agrotóxicos e lixo. Com a mata, o rio está mais limpo, mais cuidado, garantindo a quantidade e a qualidade da água”, explica. rnMUDANÇA DE ATITUDE – Os biólogos e professores de Ciências e Biologia da Escola Segismundo Antunes Netto, Cirineu Domingues Coutinho e Solange de Souza Costa, afirmam que os principais resultados do projeto não são percebidos de imediato. “Os alunos são como sementes que estamos plantando na sociedade e esperamos que os frutos sejam colhidos muito em breve”, comenta Solange sobre a mudança de atitude dos estudantes e da multiplicação da informação nas suas famílias. rnCirineu acredita que com a sequência do projeto irão surgir oportunidades para interferir no ambiente. “Quanto maior o número de pessoas envolvidas e conscientes do que pode ser feito, não só na escola, mas também na comunidade, melhores serão as possibilidades de ação”, diz ele. rnOs professores avaliam, ainda, que após o envolvimento no projeto, os alunos começam a questionar seu papel na sensibilização de outras pessoas para o consumo consciente da água. “Hoje eles têm consciência do valor da água e de como ela deve ser utilizada. Também reconhecem a importância do tratamento do esgoto e de quanto o lixo jogado na rua pode prejudicar o ambiente”, diz Solange, ao destacar o conhecimento adquirido com o estudo baseado em bacias hidrográficas. “Eles aprenderam que o rio que abastece Siqueira está em outra bacia, mas que a nossa bacia também abastece outra cidade”, exemplifica. 

Fonte: AEN

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