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PSDB apoia, mas não banca protesto pelo impeachment

 Após encontro convocado pelo presidente nacional do PSDB em Brasília, senador Aécio Neves (MG), o presidente do PSDB do Paraná, deputado Ademar Traiano, moderou ontem o discurso sobre a participação do partido nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), programados para o próximo domingo. Equilibrando-se entre o desejo de Aécio de engajamento da legenda nos protestos, e a postura do governador Beto Richa (PSDB) – que se mantém distante da articulação – Traiano afirmou que os tucanos devem apoiar os atos contra o governo petista, sem que isso implique em assumir a paternidade dos mesmos. rnA reunião foi convocada por Aécio justamente como uma tentativa de unificar o discurso da sigla em relação aos movimentos que querem a derrubada de Dilma. Há duas semanas, quando o comando nacional tucano anunciou que iria usar as inserções do partido no rádio e na televisão para convocar a população para a manifestação, Richa criticou a decisão, afirmando que ela poderia soar como oportunismo. “Acho desnecessário até para não ser explorado de forma indevida, que seria uma convocação de partidos adversários. Poderia parecer um revanchismo (se) explorado maldosamente”, considerou ele. rnA cautela do governador paranaense foi motivada pela sua situação pessoal. Desde o início do ano, a administração estadual enfrentou uma série de protestos de servidores revoltados com medidas de cortes de gastos e benefícios do funcionalismo, que culminou em confronto de 29 de abril, com mais de 200 feridosrnSolideriedade – Traiano defendeu na segunda-feira a decisão do comando nacional do PSDB de se engajar na convocação da manifestação, alegando que o partido não teria outro caminho diante da onda de indignação popular contra Dilma e o PT. Ontem, após a reunião com Aécio, ele manteve o apoio aos protestos, mas “calibrou” sutilmente sua posição pública. “O movimento popular que organiza protestos contra o governo do PT, no próximo domingo, tem a solidariedade do PSDB. O partido se alinha com a indignação popular, pelo desgoverno do PT que desorganizou a economia, trouxe de volta a inflação e mergulhou o país em um sem número de escândalos de corrupção”, afirmou o dirigente tucano paranaense. “O partido, no entanto, não deve bancar o movimento de protesto contra a presidente ou as manifestações pelo impeachment, que devem ser assumidas pelos fóruns de mobilização ou entidades da sociedade civil”, ressalvou ele.rnProtagonismornJá o presidente nacional do PSDB foi bem mais assertivo sobre a participação da sigla nos atos de domingo. Aécio Neves disse que lideranças e filiados do partido estarão nas ruas, mas observou que as manifestações não são partidárias, e sim da sociedade. “Vamos participar como cidadãos, mostrando a nossa indignação com tanta mentira, com tanta corrupção e com tanto desgoverno que vem atingindo os brasileiros. A palavra de ordem do PSDB é de apoio a essas manifestações, respeitando o protagonismo que é dos movimentos da sociedade. O PSDB é parcela da sociedade indignada”, explicou.

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