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Richa nega relação com desembargador do TRE que tirou inquérito contra ele de Moro

rnO  ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) negou nesta quarta-feira (1º) ter relação com o desembargador Fernando Wowk Penteado, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que retirou inquérito contra ele das mãos do juiz federal Sérgio Moro.rnrnrnrnA filha do desembargador, Camila Witchmichen Penteado, filiada ao PSDB desde outubro de 2003, foi nomeada por Richa em 2017 para cargo comissionado de assessora da governadoria, conforme o Portal da Transparência.rnrnrn”As ilações são maldosas, tentando descontruir minha imagem. É uma irresponsabilidade inominável, não ajuda em nada a sociedade. É uma tentativa de desconstruir minha imagem”. comentou o ex-governador.rnrnrnEle afirma que só teve contato com Penteado uma vez. “Num evento público, eu apenas cumprimentei. Eu nunca pedi cargo para sua filha”, afirmou Richa.rnrnrnO ex-governador disse que, quanto a Camila, “talvez tenha cumprimentado, mas não tenho relação alguma com ela”.rnrnrnFernando Penteado também nega proximidade. Em nota, ele reforçou que a decisão ainda será apreciada por um colegiado e que apenas confirmou decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.rnrnrn”O fato de ser a minha filha detentora de função comissionada no quadro do Instituto Ambiental do Paraná, gerindo unidade de conservação ambiental, não origina suspeição ou impedimento legal. Trata-se de função técnica, exercida por profissional habilitada, advogada e professora, com especialização em direitos socioambientais, com mestrado na mesma área e doutoranda em ciências sociais aplicadas”, disse o desembargador em nota.rnrnrnrnDecisãornrnrnrnA decisão liminar do desembargador acata um pedido da defesa do ex-governador, que argumentou que a competência do inquérito é exclusivo da Justiça Eleitoral e que não há qualquer indício de prática de crime para que tramite na Justiça comum. Penteado foi escolhido por sorteio.rnrnrnA investigação apura se Richa favoreceu a Odebrecht no processo de licitação da PR-323 em troca do pagamento de R$ 2,5 milhões, via caixa 2, para a campanha de 2014.rnrnrnrnrnrnrnrnAlém disso, os advogados de Richa pediram que, caso se entenda que o caso deve permanecer na Justiça Comum, que seja retirado na 13ª Vara Federal de Curitiba, sob responsabilidade de Moro.rnrnrnPenteado considerou que, com as investigações ainda em andamento, o estabelecimento da competência é provisório e determinou que continuem tramitando sob fiscalização da 177ª Zona Eleitoral de Curitiba.rnrnrnO inquérito vai continuar sob sigilo, e a decisão liminar ainda precisa ser confirmada no TRE-PR.rnrnrnrnVai e vem do inquéritornrnrnrnEm abril, o STJ enviou para Moro a investigação sobre Beto Richa no caso Odebrecht. A decisão foi tomada porque RIcha renunciou ao cargo de governador para disputar as eleições e perdeu o foro privilegiado.rnrnrnApós uma nova decisão do STJ, inquérito foi enviado por Moro à Justiça Eleitoral, em 20 de junho. O juiz pediu para que o caso fosse devolvido a ele, para que a investigação de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação continuassem.rnrnrnEm 21 de julho, a juíza eleitoral Mayra Rocco Stainsack devolveu o inquérito para Sérgio Moro, por entender que “os delitos eleitorais e os de competência da Justiça Federal Comum são autônomos e podem ser apurados separadamente”.rnrnrnA defesa de Richa chegou a entrar com um recurso no STJ, alegando que a decisão do Tribunal para que o inquérito tramitasse na Justiça Eleitoral estava sendo descumprida. Esse recurso foi negado na última quinta-feira (26), e o mérito ainda deve ser analisado pelo ministro relator Og Fernandes.rnrnrnCom um outro recurso, protocolado no TRE-PR, a defesa de Richa conseguiu a decisão provisória para que a investigação tramite na Justiça Eleitoral. 

Fonte: G1PR

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