A participação feminina na vida política ainda é considerada pouco expressiva, principalmente no movimento municipalista. Apesar do potencial indiscutível das mulheres, dos 5.568 Municípios brasileiros apenas 643 são administrados por prefeitas, o que representa apenas 11,5% do total. A gestora da cidade paranaense de Quatiguá, Adelita Parmezan, é uma delas. Em entrevista à Agência CNM para uma série de reportagens em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a administradora municipal entende que esse cenário pode mudar se a mulher acreditar mais em si ao assumir novos compromissos.rnParmezan é exemplo de uma nova força na gestão pública feminina. A prefeita assumiu o Município de Quatiguá com apenas 25 anos de idade. Para ela, cada vez mais as mulheres possuem qualificação para serem inseridas na representação política. “A mulher está mais capacitada. Isso é comprovado porque a porcentagem de mulheres que se formam nas faculdades e que fazem pós – graduação está bem acima em relação aos homens. Agora está na hora de buscar mais representatividade na gestão pública e firmar um compromisso com o Brasil”, defendeu a prefeita.rnApesar de não ser ainda tão significativa a participação das mulheres na política, a gestora lembrou que a conquista de direitos como, por exemplo, o de votar foi fundamental para o início da mudança de pensamento sobre o potencial feminino. Entretanto, recordou que a dependência dos homens e o papel da mulher na família foram alguns dos motivos que engessaram a independência feminina no passado. “A mulher achava mais seguro estar do lado de alguém que pleiteava um determinado cargo político do que assumir esse compromisso. Antes, ela pensava mais em casar e em constituir uma família. Foi recente que esse pensamento mudou e aí ela passou a ter consciência sobre a importância de evoluir profissionalmente. Quando isso começou, ela passou também a refletir sobre a carreira política”, considerou.rnNa avaliação da prefeita, a mulher tem uma visão diferenciada na forma de agir profissionalmente. Nesse sentido, a gestora acredita que as barreiras deixarão de existir quando elas descobrirem em si essas qualidades e serem mais otimistas em relação as suas aptidões. “A mulher tem um olhar mais subjetivo da situação e uma contemplação mais técnica quando comparada ao universo masculino. Acho que a mulher ainda não se deu conta do potencial que tem. A partir do momento que isso ocorrer, o mundo será ilimitado para elas”, concluiu.
Fonte: jrdiario com cnm

























