As prévias se encerram em junho, quando os políticos escolhidos para representar os partidos Democrata e Republicano passam a disputar entre si. A BBC Brasil elaborou uma lista com dez pontos para entender e acompanhar a escolha do sucessor do presidente Barack Obama.rn rnrn1. Quem são os principais candidatosrnRepublicanosrnDonald Trump: O megaempresário é hoje o candidato preferido de 41% dos Republicanos, segundo a última pesquisa da CNN. Entre suas principais propostas estão construir um muro na fronteira com o México, barrar temporariamente a entrada de muçulmanos e ampliar as taxas sobre produtos chineses.rnTed Cruz: Filho de um pastor evangélico cubano, o senador pelo Texas conta hoje com 19% das intenções de voto entre os Republicanos. Suas principais bandeiras incluem bombardear as áreas controladas pelo grupo Estado Islâmico, acabar com os subsídios federais a planos de saúde e reduzir o imposto de renda.rnMarco Rubio: Filho de cubanos, o senador pela Flórida tem hoje 8% dos votos entre os eleitores do partido. Ele diz que, se eleito, ampliará os gastos com defesa, reduzirá impostos e flexibilizará as leis trabalhistas. Muitos analistas o consideram o candidato Republicano mais competitivo.rnDemocratasImage captionTed Cruz, Marco Rubio e Donald Trump são os principais pré-candidatos do Partido RepublicanosrnHillary Clinton: A ex-secretária de Estado e ex-primeira dama tem hoje 52% das intenções de voto entre os eleitores Democratas. Hillary se apresenta como a sucessora natural de Obama, prometendo aumentar os salários da classe trabalhadora, investir em infraestrutura e combater as mortes por armas de fogo.rnBernie Sanders: O senador por Vermont, que se define como socialista, conta hoje com 38% das preferências dos eleitores do partido. Sanders tem, entre suas principais bandeiras, ampliar o controle sobre os bancos, universalizar o sistema de saúde e reduzir a influência política de lobistas e grandes doadores.rn2. Primárias X “caucuses”rnEstados adotam dois sistemas distintos para escolher seus candidatos nas prévias: as primárias e os “caucuses” (convenções partidárias).rnNas primárias, adotadas por 40 dos 50 Estados, os partidos Democrata e Republicano realizam votações secretas para escolher os candidatos.rnEm alguns Estados, as primárias de cada partido se restringem a eleitores cadastrados nessas agremiações; em outros, são abertas a todos os eleitores.rnNo “caucus”, eleitores se manifestam publicamente sobre suas preferências, levantando as mãos ou se dividindo em grupos. Em geral, só eleitores cadastrados nos partidos podem participar da escolha.rn3. Alguns Estados recebem atenção desproporcionalrnPrimeiros Estados a realizar prévias, Iowa e New Hampshire somam apenas 1,6% da população americana, mas é lá que os pré-candidatos passam grande parte do início da corrida eleitoral.rnOs resultados nos dois Estados têm muito impacto no resto da campanha, já que podem enterrar candidaturas e dar grande impulso aos vencedores.rnEncerrada a fase das primárias, os candidatos vitoriosos passam a enfocar os chamados “Estados-pêndulos”, onde a disputa entre Republicanos e Democratas costuma ser mais equilibrada.rnAo priorizar esses locais, eles tendem a deixar de lado Estados muito identificados com um dos dois partidos. Para um candidato Democrata, por exemplo, fazer campanha em Oklahoma pode não ser tão vantajoso, já que o Estado costuma dar largas vitórias ao partido rival. Alguns dos principais Estados-pêndulo são Flórida, Virgínia, Colorado e Pensilvânia.rn4. A importância da “Superterça”rnAs prévias se encerram em junho, mas geralmente o momento mais importante do processo ocorre em fevereiro ou março, quando praticamente metade dos Estados realiza suas consultas num único dia, uma terça-feira.rnImage captionEx-secretária de Estado Hillary Clinton e Bill Sanders disputam preferência dos DemocratasrnNeste ano, a “Superterça” ocorrerá em 1 de junho. Além de ter grande impacto no resultado final das primárias, a maratona de votações é considerada o primeiro grande teste nacional enfrentado pelos pré-candidatos.rn5. A eleição é indiretarnA eleição presidencial nos EUA é indireta, realizada por 538 delegados eleitorais, distribuídos pelos Estados conforme sua população.rnEm 48 dos 50 Estados americanos (as exceções são Maine e Nebraska), o candidato vitorioso recebe todos os votos dos delegados desses Estados. Ganha a votação o candidato que somar ao menos 270 delegados.rn6. Nem sempre o vitorioso é o mais votadornSegundo o site FactCheck.org, ao menos quatro vezes os EUA elegeram presidentes que não tiveram a maioria dos votos.rnIsso ocorre porque, mesmo ao derrotar o rival por uma margem mínima de votos num Estado, o candidato vitorioso fica com todos os seus delegados eleitorais.rnO último caso ocorreu em 2000, na releeição de George W. Bush, que assumiu o posto mesmo tendo recebido 540 mil votos a menos na contagem geral que seu concorrente Democrata, Al Gore.rnLeia também: Usuários temem maconha transgênica e com agrotóxico nos EUArn7. Votar pode ser complexornO voto é facultativo nos EUA, e eleitores que queiram participar do pleito precisam se registrar (exceto na Dakota do Norte).rnCertos Estados permitem que o registro ocorra no dia da eleição, mas outros adotam regras que, segundo analistas, desencorajam a votação e discriminam minorias. Alguns Estados proíbem, por exemplo, que grupos (partidários ou não) promovam campanhas para registrar eleitores, prática especialmente comum em comunidades pobres.rnImage captionPlaca de carro comemorativa celebra primária de Iowa neste 1º de fevereirornNos últimos anos, alguns Estados postergaram o início do horário da votação. Segundo ativistas, a decisão cria dificuldades para igrejas frequentadas por negros, que costumam organizar excursões para levar seus fiéis às urnas após o culto matinal.rn8. Nem todos os americanos podem votarrnEmbora sejam cidadãos americanos, os cerca de 4 milhões de habitantes dos territórios de Porto Rico, Guam, Ilhas Virgens Americanas, Ilhas Mariana e Samoa Americana não têm o direito de votar para presidente, já que esses territórios não têm delegados no Colégio Eleitoral.rnMas os territórios participam das primárias e ajudam a definir os candidatos que concorrem à Presidência.rn9. Há vários candidatos desconhecidosrnOs candidatos Democrata e Republicano concentram as atenções na eleição, mas não são os únicos concorrentes. Vários candidatos costumam se lançar por outros partidos ou como candidatos independentes. Às vezes, eles influenciam no resultado final.rnNa eleição de 2000, o candidato do Partido Verde, Ralph Nader, recebeu 97 mil votos na Flórida. Como Bush venceu Al Gore naquele Estado por apenas 537 votos de diferença, alguns atribuíram sua vitória à participação de Nader, que teria “roubado” votos do Democrata. Se Bush não tivesse vencido na Flórida, Gore teria conquistado a Presidência.rn10. As campanhas são bilionáriasrnNa eleição de 2012, os chamados “Super PACs” arrecadaram US$ 828 milhões (R$ 3,3 bilhões) para atividades de campanha.rnEm tese, PACs (comitês de ação política) são comitês independentes articulados para promover causas, candidatos ou projetos legislativos. Na prática, têm sido usados pelos candidatos para arrecadar quantias ilimitadas de dinheiro, driblando as normas que limitam a US$ 2.700 (R$ 10,7 mil) as doações individuais feitas diretamente às campanhas.rnEntre os principais competidores deste ano, apenas o democrata Bernie Sanders e o republicano Donald Trump dizem competir sem o apoio de Super PACs. Enquanto Sanders tem contato com pequenas doações de eleitores, Trump tem recorrido à própria fortuna para financiar suas atividades.rn
Fonte: BBC

























