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Dupla promissora da “geração Alex” no Coritiba ficou pelo caminho

Quando Alex deixou o Coritiba, em junho de 1997, houve pouco espaço para lamentações no Couto Pereira. Outros dois pratas da casa pediam passagem, considerados à época tão promissores quanto o meia de 19 anos negociado com o Palmeiras.rnrnrnO também meio -campista Castorzinho exibia a mesma habilidade e categoria de Alex com a canhota. Com vantagens: era dois anos mais novo do que o companheiro da base alviverde (1979 contra 1977), três centímetros mais alto (1,78 m) e mais rápido.rnOutro meia-cancha, Dirceu, obtinha destaque por outras qualidades: destro, era menos técnico, mas compensava pela agilidade no setor. Curitibano como os dois parceiros, era o mais velho, nascido em 1976.rnDesde então, quase 17 anos se passaram. E com Alex às vésperas de encerrar uma carreira vitoriosa no futebol, alçado ao posto de lenda coxa-branca, Castorzinho e Dirceu sofrem com a pecha de esperanças que não vingaram.rn“Eu quase não tive oportunidade de começar jogando no Coritiba. Só entrava no segundo tempo e aí fica difícil mostrar futebol. Eu sei muito bem que poderia ter sido diferente, mas passou”, comenta Edmilson Ferreira, o Castorzinho, 35 anos.rn“O Castorzinho era um fora de série, um craque. Lembro que nas reuniões anuais do pessoal que surgiu no futsal, com Alex, Pachequinho e outros, botava todo mundo no bolso”, conta Miro Paiva, descobridor de talentos do Coxa nos anos 90.rnForam seis anos como profissional no Alto da Glória (1995 a 2001), entrecortados por uma série de empréstimos – Inter-SP, Joinville, futebol da Hungria, Portugal, Coreia do Sul etc. Em 2003, o jogador foi parar no rival Atlético, também sem se firmar.rnAté que em 2012, com 33 anos, decidiu abandonar os gramados por causa de uma lesão na coluna. “Eu estava no Santa Cruz, do Rio Grande do Sul, e as dores começaram a me atrapalhar, senti que não dava mais”, diz Castorzinho.rnAposentado, hoje trabalha com transporte, mora no Cajuru, casado com Patrícia, com quem teve dois filhos, Renan (14 anos) e Letícia (9). Nas horas vagas, disputa campeonatos de futebol de 7, em grama sintética. “A paixão pela bola permanece”, comenta.rnAo contrário de Castorzinho, Dirceu não reclama das poucas oportunidades com a camisa alviverde, que vestiu profissionalmente de 1995 a 1999. “Eu tive chances. Faltou foco na carreira, estrutura, orientação do clube”, revela o ex-meia, 38 anos.rnO resultado foi o fim precoce da carreira, com apenas 26 anos, quando estava no J. Malucelli, em 2003. Pesou também o nascimento de Cristopher, o primeiro filho dele com Edna – mais tarde, o casal teria Gustavo.rn“Eu via que não estava evoluindo, já tinha passado por clubes que não pagavam, não dava mais. Precisava arranjar outra forma de ganhar a vida, com mais segurança”, explica o ex-meia.rnPara quem um dia foi cotado como sucessor de Alex, o fracasso machuca até hoje. “Tudo o que aconteceu, ou melhor, não aconteceu, me incomoda muito. Meus amigos até evitam que alguém toque no assunto comigo”, desabafa Dirceu.rnO objetivo do agora motorista, após anos como metalúrgico, é fazer dos filhos o que o pai não conseguiu. Os dois treinam na escolinha do São Paulo, o mais velho tem 13 anos e o mais novo, 6. “Procuro uma oportunidade para eles, quem sabe no Coritiba.”rnSe Cristopher e Gustavo tiverem a mesma desenvoltura com a bola nos pés, quem sabe redimam a família do Pinheirinho. “O Dirceu era um ótimo jogador. Chegava muito bem na área, com fôlego, uma pena que não deu certo”, recorda Miro Paiva, atualmente aposentado do Banco do Brasil.rnSobre o velho amigo que agora se aposenta, Dirceu e Castorzinho só têm elogios. “Merece tudo que conquistou”, sentencia Castor. “Foi um privilégio ter jogado ao lado dele”, emenda Dirceu.rnrnrnrn rnrn

Fonte: Gazeta do Povo

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