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Adventistas de Quatiguá trazem estudantes do Guiné Bissau para frequentarem universidades da região

rnUm projeto audacioso, elaborado e empenhado pelo jovem pastor da Igreja Adventista de Quatiguá, Rodrigo Oséias Assi trouxe cinco jovens do Guiné-Bissau, país norte-africano, para estudarem nas universidades da região. Eles chegaram em meados do mês de julho e foram muito bem recepcionados pelos membros da igreja e principalmente pela população simpática da pequena Quatiguá, no Norte Pioneiro do Paraná. rnO pastor Rodrigo labutou por dois longos anos até conseguir resolver todos os procedimentos para a vinda dos estudantes. Ele esteve no Guiné-Bissau por duas vezes, juntamente com sua esposa, a pedagoga Gabriela, como missionário voluntário, com a missão principal de apresentar Deus aos guineenses. rnrn rnrn rnrnA igreja adventista possui igrejas e escolas na capital Bissau e durante o seu trabalho conheceu os jovens Afonso Enqueme de 24 anos, Nelson Cabi de 23, Felismina Djedjo, com 20 anos, Nhin-na Nambera, 28, e Oceano Biapté, e 24 anos. rnNa mala, trouxeram sonhos e uma força de vontade muito grande de aprender e mudar o rumo de suas vidas e de suas famílias, a partir desta nova fase vivida no Brasil que é a formação e conclusão do ensino superior. E todos já estão estudando na Facibra, a Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz, a única universidade da região que aceitou os estrangeiros, inclusive oferecendo bolsas de 50% para Afonso e Felismina. A instituição entendeu a situação dos universitários e apoiou a proposta de incentivo educacional. Os garotos cursam Administração e Felismina, Pedagogia. Eles recebem apoio financeiro de doadores, mas o saldo ainda não é suficiente para custear a formação de todos. rnrnAfonso veio primeiro, chegando na cidade de Quatiguá em 19/04. Felismina, Oceano, Nhin-na e Nelson chegaram na noite de 11 de julho. Todos foram recepcionados com festa surpresa, já na residência preparada especialmente para os jovens. rn rnrn rnrn rnrn rnrnA casa localizada na Vila Salvi é de madeira, com as instalações e móveis necessários aos estudantes como camas, fogão, geladeira, tv, sofá, estante, pequeno guarda-roupa, mesa e cadeiras, que foram doados pelos adventistas. Tudo com simplicidade e muita organização. Eles também dispõem de internet para estudo e comunicação com as famílias. Nada disso eles tinham em Bissau.rn rn                             Uma das casas em Bissau rn rnOs jovens guineenses não dispunham de quase nada no país de origem. Conheceram a tecnologia por meio da igreja e escola instalada próximo onde moram. Há escassez de tudo, mas principalmente de comida.rn rn                       Casas em Bissau, capital da Guiné rn rnDesde que chegaram já estão palestrando nas escolas de Quatiguá e Joaquim Távora, já que falam o português, onde relatam todo o sofrimento vivido por eles e por suas famílias numerosas. A miséria extrema fez parte do dia-a-dia dos jovens. rnrn            (Palestra no Colégio João Marques Da Silveira)rn rnrnNa Escola Estadual João Marques da Silveira de Quatiguá, eles ministraram palestra para os alunos do Ensino Médio na manhã da última terça-feira, dia 22 a convite do professor Inocêncio Depizzoli e da Pedagoga Dirma Acosta, recebendo além dos cinco jovens, o pastor Rodrigo.rnGuiné-Bissau é um país da costa ocidental que faz fronteira a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-francesa) e a sul e oeste com o Oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o Arquipélago dos Bijagós, separado do Continente pelos canais do Rio Geba dÁlvares, de Bolama e de Canhabaque. Foi colônia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em 24 de setembro de 1973, reconhecida internacionalmente. (fonte: wikipedia)rnÉ um país dependente da agricultura e pesca, além da produção de castanhas e exploração de alguns minerais. Na capital, onde os jovens moram não há saneamento, água encanada, sequer energia elétrica. Há geradores e poços que abastecem a população. rnOs jovens relatam que se alimentam basicamente de arroz. Somente. rnHá muita corrupção no país e o governo local não proporciona incentivos de espécie alguma. Na saúde, por exemplo, tudo tem que ser custeado pelo próprio paciente, segundo eles, têm que pagar a consulta, os remédios, inclusive o material hospitalar usado. O mesmo acontece com a educação, pois mesmo quem estuda em escolas “públicas” tem obrigação de pagar pelo ensino. rnEles se dizem encantados com o Brasil, com a cultura, a comida e a hospitalidade do brasileiro. “Para eles, o Brasil é um verdadeiro paraíso”, declarou o pastor adventista Rodrigo Assi.rn rn rnrn                                                                     FelisminarnrnFelismina ainda esclareceu que nunca havia viajado de ônibus sem pagar: “Eu entro no ônibus para ir à faculdade não preciso pagar!”, relatou muito sorridente.rnrn rn rnrn                                                                       OceanornOceano agradeceu a oportunidade dizendo que o que aconteceu com eles foi um milagre. “Agradeço a Deus por estar aqui no Brasil. Essa oportunidade é um verdadeiro milagre”.rn rn rnrn                                                                         AfonsornAfonso é o líder do grupo. Cadeirante desde criança, ele foi diagnosticado com poliomielite, mas segundo Rodrigo, a fé e algumas sessões de fisioterapia e um tratamento digno de saúde podem ajudá-lo a melhorar a sua qualidade de vida.rn rnrn                                                Nhim-narnNhin-na (se pronuncia Nína), é o mais esperançoso na mudança que o curso universitário poderá lhe trazer, porém se mostrou indignado com tantos brasileiros que reclamam da vida, justificando que o Brasil é um país com muitas riquezas e “facilidades”: “Aqui só não estuda quem não quer!”, afirmou. rn rnrn                                                                       NelsonrnNelson quer retornar assim que se formar, mas sente receio de não conseguir um emprego tão rapidamente em Bissau. “Os nossos familiares estão depositando muita confiança em nós, quero manter minha família”. rnOs jovens ficarão no país enquanto durarem os seus vistos de estudantes. Eles não podem ter um trabalho formal, mas isso não quer dizer que não irão desenvolver algum tipo de ocupação. A Igreja Adventista quer trazer outros grupos de estudo no futuro e em dezembro, Rodrigo Assi, o jovem pastor virtuoso, irá retornar ao Guiné-Bissau, agora acompanhado com um grupo maior de pessoas para continuar seus trabalhos de evangelização e auxílio àquela nação. Eles pretendem permanecer no país por mais de trinta dias.rnQuestionado sobre o que os jovens estariam necessitando no momento, Rodrigo declarou que ainda não possuem uma máquina de lavar e que novos colaboradores para o custeio das universidades serão muito bem vindos e abençoados. rnPara mais informações e contato para doações e patrocinadores acesse o blog: missionariosalemmar.blogspot.com rnO Brasil já possui programa para a vinda de estudantes estrangeiros e a maioria é natural de países africanos que têm o Português com língua oficial, como Angola e Moçambique, mas também é comum que naturais dos demais países sul-americanos busquem a formação superior nas universidades brasileiras (fonte: Brasil Escola), porém a ação evangelizadora e educacional promovido pela Igreja Adventista o Sétimo Dia está sendo pioneira no modo de escalação e acolhimento de jovens estudantes .rn 

Fonte: Simone e Walter Chiusoli – Fotos: Walter Chiusoli e arquivo pessoal de Rodrigo Assi

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