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Alunos indígenas de Tomazina recebem aprendizado na língua nativa

Nos últimos cinco anos, a Secretaria de Estado da Educação diplomou mais de 200 novos professores indígenas, que atuam nas escolas situadas nas aldeias. Em 2011, havia 31 docentes indígenas na rede estadual de ensino. Hoje, são 232 profissionais que trabalham na educação infantil nas 37 escolas indígenas do Paraná, que atendem mais de cinco mil alunos. Entre as escolas está a de Tomazina, a Escola Estadual Indígena Yvy Porã, situada na Terra Indígena Pinhalzinho, a 36 km de Tomazina e 7 de Guapirama. a escola faz parte do Núcleo Regional de Educação de Ibaiti. A aldeia possui uma população de 35 famílias indígenas da etnia Guarani somando um total de 176 pessoas entre crianças, adultos e idosos. A Língua falada fluentemente entre os índios é a Portuguesa, mas alguns jovens e os mais velhos, cerca de dez pessoas, ainda praticam na oralidade, dois dialetos Guarani, sendo estes o Nhandewa e o Mbya.rnrn rnrn rnrn rnrn rnrnO trabalho dos professores indígenas, pertencentes às próprias etnias, traz vários benefícios aos estudantes e às comunidades guarani, caingangue e xetá que vivem no Paraná. Entre as principais contribuições estão a alfabetização nas línguas maternas e a preservação da cultura desses povos. “Trabalhamos para que os nossos estudantes indígenas tenham acesso a uma educação de qualidade, respeitando os aspectos singulares de cada comunidade e preservando a cultura das etnias”, disse a secretária da Educação, professora Ana Seres.rn rn rnrn rnrnA alfabetização dos estudantes indígenas na língua materna facilita o aprendizado e contribui para que a cultura falada não seja esquecida nessas comunidades. rnEssa conquista só foi possível graças ao empenho do Governo do Estado, que entregou desde 2011, 13 novas escolas indígenas em diferentes regiões . Elas contam com material didático produzido pela Secretaria da Educação nas línguas guarani, caingangue e português para ajudar na alfabetização dos alunos, reforçar o uso das línguas maternas e manter viva a cultura linguista dentro dessas comunidades. rnrnMERENDA DIFERENTE – A cultura alimentar também recebe atenção especial do Governo do Paraná. As escolas indígenas são abastecidas com alimentos provenientes da agricultura familiar. Essa prática permite que as merendeiras, que são indígenas, acrescentem receitas próprias da etnia ao cardápio da merenda, o que torna a alimentação escolar mais próxima aos costumes das comunidades guarani, xetá e caingangue. rnrn 

Fonte: Com informações da AEN – fotos: Hederson Alves

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