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Confecção de bonecas das trevas vira fonte de renda para designer apaixonada por horror

Confeccionar bonecas trevosas – com temática ligada às trevas e aspecto sombrio – transformou o hobbie da designer gráfico Isadora Zemgeski, de 28 anos, em fonte de renda.rnrnAlém de tecer cuidadosamente a história de horror da personagem, ela cuida da caracterização, que é toda feita à mão: maquiagem, cabelo, roupas e acessórios.rnrnrnA paranaense de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, esculpe até mesmo os detalhes mais íntimos do corpo humano nas bonecas. Todas elas têm genitália e mamilos. Um exemplar pode chegar a custar R$ 450.rnrnrnCada boneca tem uma história que foi escrita pela própria Isadora.rnrnrnFonte de renda trevosarnrnrnrnA história da designer gráfico com a confeccção de bonecas começou há uma decada. “Em 2007, fiz uma despretensiosamente. Fiz porque queria a personagem [Tomb Raider] e não tinha dinheiro para comprar uma”, lembra.rnrnrnEm 2012, porém, precisando de um dinheiro extra, ela decidiu expor a boneca na web e oferecer o serviço de artesã. Foram 10 vendas sob encomenda à época.rnrnrn”As primeiras que eu fiz, lá atrás, foram na loucura. Aprendi na prática, não tinha muita noção do que estava fazendo”, explica.rnrnrnMas foi só neste ano que Isadora, depois de sair do último emprego, decidiu investir de verdade no design de bonecas e na criação de uma linha autoral.rnNos últimos cinco anos, a paranaense conta que leu bastante na internet sobre o assunto e que acompanhou vídeos de quem faz o mesmo trabalho pelo mundo.rnrnrnHistórias trevosasrnrnrnrnAntes de confeccionar manualmente a boneca, Isadora cria a história de horror sobre a personagem. Ela explica que a criação acontece no dia a dia, de forma muito natural.rnrnAs personagens mais clássicas feitas pela designer gráfico são a Anjo Caído, a Bruxa e a Sereia. Para criar a Bruxa, por exemplo, ela pesquisou a história das feiticeiras.rnrnrn”É sabida a caça que houve às bruxas. Não é uma história de mentira, como de vampiros. Assisti a podcasts, li muito. Juntei referências e percebi padrões”, relata.rnrnrnIsadora explica que, geralmente, as mulheres apontadas como bruxas eram curandeiras e de classes mais baixas.rn”Hecate é filha de curandeira, aprendeu com a mãe a mexer com ervas. Mas um vizinho a denunciou como bruxa. Toda a família dela foi morta e ela, por vingança, fez um pacto com o capiroto. Aí, se personificou na criatura de bruxa”, conta.rnrnPara a paranaense, em todas as histórias de horror, o monstro real, na verdade, é o ser humano.rnrnrnCaracterização trevosarnrnrnrnDepois de compor a história de horror, é a vez de dar um rosto e um corpo à narrativa. A confecção demora em torno de um mês.rnrnrn”Compro a boneca base e tiro dela todas as características de fábrica, como o cabelo e a pintura no rosto. Deixo sem nada de original. Aí, esculpo as características conforme a personalidade”, relata.rnrnrnNa Bruxa, por exemplo, Isadora fez queimaduras porque a personagem sobreviveu à fogueira.rnrnrnCada boneca é única. “Por ser um trabalho manual, mesmo se eu quisesse fazer em série, não conseguiria”, argumenta.rnrnrnIsadora explica que, atualmente, divulga e vende o seu trabalho em um site de arte internacional e também pelas redes sociais.rnrnrnO preço, de acordo com ela, é pensado com base nos materiais usados – a maioria é importada – e também no tempo em que foi gasto para o exemplar ficar pronto. “Além da boneca, tenho outros custos. A caixa de madeira em que ela vai, por exemplo, é toda de madeira”, afirma.rnrnrnPorém, a paranaense revela que já está pensando em formas de baratear a produção e, assim, popularizar as suas bonecas.rnrnrnrnrnrnrn 

Fonte: g1

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