Eles desembarcaram no Brasil há exatamente um ano, vindo direto para a cidade de Quatiguá, Norte Pioneiro do Paraná. Afonso Enqueme de 24 anos, Nelson Cabi de 23, Felismina Djedjo, com 20 anos, Nhin-na Nambera, 28, e Oceano Biapté, e 24 anos foram os cinco jovens da Guiné-Bissau, que o pastor adventista Rodrigo Oseias Assi, 36 e sua esposa Gabriela trouxeram para o Brasil, a fim de que os estudantes dessem um outro rumo às suas vidas, oferecendo uma grande oportunidade de cursar uma universidade e ter uma vida de mais qualidade.rnO casal adventista fez um trabalho na Guiné por dois anos de evangelização, socialização e educacional essencialmente na capital Bissau, e com muita coragem e apoio dos membros da igreja em Quatiguá, trouxeram o grupo para viver e estudar no município. Entre os jovens, Afonso, que é cadeirante, foi o primeiro a chegar, algumas semanas antes, depois de uma intensa batalha burocrática e diplomática, e principalmente de acessibilidade.rnA história desses jovens é repleta de muita luta pela sobrevivência deles próprios e de suas famílias. Mas a realidade mudou completamente com a vinda para o Brasil, sendo calorosamente recepcionados na comunidade quatiguaense, em especial, pela Igreja Adventista local. “Adotados” por várias famílias, eles se comportam como verdadeiros filhos. Filhos comportados e obedientes, como alguns adventistas declaram. Os rapazes até os chamam de pai, mãe, e recebem tratamento como tal.rnTodos os jovens fazem curso superior na Facibra, Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz, a única universidade da região que aceitou os estrangeiros, inclusive oferecendo bolsas de 50% para dois deles. A instituição entendeu a situação dos universitários e apoiou a proposta de incentivo educacional. Os garotos cursam Administração. Felismina, aceitou outra proposta na cidade de Taguaí-SP, onde cursa Pedagogia. Eles recebem apoio financeiro de doadores, mas o saldo ainda não é suficiente para custear a formação de todos.rnO JRDIARIO acompanhou a vinda dos estudantes para o Paraná. Relembre: www.jrdiario.com.br/ver_noticia.php . (Esta matéria rendeu mais de 20 mil acessos na época).rnOs estudantes se adaptaram muito bem à cidade e, têm o apreço dos moradores de Quatiguá e de seus colegas universitários. Eles visitaram várias escolas locais e da região, realizando palestras, relatando as dificuldades que sofreram na Guiné, um país muito pobre, com uma corrupção exacerbada e mais da metade de sua população que se dedica ao satanismo. rnO Pastor Rodrigo Assi e sua esposa se encontram há aproximadamente seis meses realizando o mesmo trabalho de evangelização e social na Mongólia, na Ásia Oriental, fazendo fronteira com a Rússia e a China, em mais uma missão cristã de fé e muito amor ao próximo.rnrnrn
Fonte: Simone Chiusoli – fotos: arquivo Facebook

























