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Extensionistas discutem estratégia contra virose do maracujá em Guapirama

Técnicos da Emater de Santo Antônio da Platina se reuniram na semana passada na propriedade da empresária Andrea Vaz em Guapirama para debater medidas de enfrentamento da virose do maracujá. O encontro foi uma iniciativa do gerente regional, o engenheiro agrônomo Maurício Castro Alves e do coordenador regional de fruticultura engenheiro agrônomo Edson Roberto Vaz Ronqu. Eles sentiram necessidade de informar aos produtores de maracujá as práticas adotadas no combate à doença, que já vem causando problemas aos pequenos agricultores da região de Santo Antônio da Platina. A mesma virose já atingiu culturas no Estado de São Paulo e provocou grandes prejuízos. Segundo Maurício, em alguns municípios paulistas, ela inviabilizou os plantios. rnParticiparam do encontro em Guapirama técnicos do grupo de fruticultura do Instituto Emater, Seab/Adapar, representantes de prefeituras da região, técnicos da Cooperativa de Produtores de Corumbataí do Sul, pesquisador da Unesp de Bauru, e empresários. rnA propriedade de Andréa Vaz, em Guapirama, foi escolhida para realização do curso, porque tem recebido acompanhamento técnico do agrônomo Maurício Castro Alves desde o início da plantação da cultura. A produtora investiu na aquisição de mudas prontas, manejos fitossanitários adequados, ferti-irrigação e adubação equilibrada. rnSegundo o coordenador regional, o agrônomo Edson Ronque, o debate permitirá um enfrentamento à doença na região favorecendo a eficácia das práticas adotadas e o acompanhamento do desenvolvimento da virose.rnDe acordo com Maurício, a regional da Emater tem a preocupação de repassar conhecimentos aos técnicos bem como a adoção de práticas viáveis para o produtor evitando que a doença se alastre, como ocorreu em São Paulo. rnO coordenador estadual Élcio Felix Rampazzo, comentou que a cultura do maracujá exige muita mão de obra e por isso tem um lado social importante. “Por isso, várias entidades devem se preocupar com a sua produção e produtividade para abastecer o mercado regional. O seu excedente vai para outras regiões e até para a exportação. A produção do maracujá tem que estar vinculada também à industrialização”, disse. rnO pesquisador da Unesp, Aloísio Costa Sampaio, do departamento de Ciências Biológicas de Bauru parabenizou o Instituto Emater pela iniciativa. “É uma ação de articulação, que envolve diversos setores e técnicos que trabalham com a cultura para discutir soluções sobre a doença com o objetivo de garantir que o sistema de produção seja viável para o pequeno agricultor”, disse. O pesquisador também elogiou a parceria existente na região entre a extensão rural, pesquisa, defesa sanitária para atender os produtores rurais e suas necessidades.rnA próxima ação do grupo será a discussão e elaboração de uma proposta para tentar apoio legal, em âmbito municipal, para a implantação das práticas de controle preconizadas.

Fonte: Aen

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