Tirar a carteira de motorista não é tarefa simples muito menos barata. No total, a média de gasto atualmente para quem quer adquirir a primeira habilitação na categoria B (para carros de passeio) é de aproximadamente R$ 1.900. Mas nova determinação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) deve fazer o custo da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) subir cerca de R$ 300.rnEsta é a projeção das autoescolas paranaenses após a obrigatoriedade do uso do simulador de direção veicular nas aulas para formação de condutores. Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em julho do ano passado, deu prazo até o dia 31 de dezembro de 2015 para que a exigência fosse implantada. Foram estipulados mais 3 meses para o início da fiscalização, prevista para março. “O CFC (Centro de Formação de Condutores) que não obedecer a exigência ficará impedido de realizar o processo de habilitação, uma vez que o simulador de direção passa ser componente indispensável do processo”, lembra Paulo Lopes Bello, proprietário da autoescola Ideal em Maringá.rnApesar de parecer irreversível, a situação ainda é tratada com cautela no Estado. Tanto que, em dezembro de 2015, o Detran-PR enviou ofício ao Denatran com a sugestão de um cronograma de atuação que possibilite às empresas a adequação e a implantação efetiva dos simuladores.No entanto, segundo a assessoria de comunicação, ainda não houve resposta.rnMesmo com o prazo chegando ao fim, a polêmica em torno do assunto é grande e antiga. A obrigatoriedade de aulas no simulador foi prevista, inicialmente, e depois suspensa. Em fevereiro de 2014, donos de autoescolas protestaram nas proximidades do Congresso Nacional contra a determinação alegando que o equipamento custava caro, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, e os benefícios aos alunos não justificariam o investimento. Por meio da Resolução 543, de 15 de julho de 2015, a obrigatoriedade foi retomada. À época, o Contran informou que o pedido para a volta partiu dos Detrans de todo o Brasil.rn”Está tudo meio confuso. Sabemos que o equipamento pode custar até mais de R$ 40 mil, o que na atual situação do País é um preço inviável”, pondera Fatima Olivares, proprietária de autoescola. “Resta saber até quando o simulador vai ficar no mercado. Será que vai ser como os extintores ou kits de primeiro socorros?”, questiona, lembrando de outras obrigatoriedades impostas no trânsito brasileiro e que depois foram suspensas.rnrnPositivornApesar de ainda aguardarem algum posicionamento que, ao menos, lhes garanta um prazo maior, os proprietários de autoescolas de Maringá veem o simulador veicular como uma ferramenta importante para o aprendizado dos condutores.rn”Todas as situações adversas, como aquaplanagem e neblina, o simulador possibilita que você tenha em um dia, algo impossível na vida real. Apesar de ser um software, ele vai garantir que o condutor tenha contato com situações que não seriam possíveis oferecer no período de aulas práticas”, destaca Paulo Lopes Bello, proprietário da autoescola Ideal e há mais de vinte anos no mercado.rnPela determinação, o candidato que for tirar a primeira CNH terá que fazer, no mínimo, 25h de aula prática. Do total, 20h em veículo de aprendizagem, sendo 4h no período noturno. As demais 5h serão feitas no simulador de direção, sendo 1h com conteúdo noturno.Quem já tem carteira de motorista e vai adicionar a categoria B faz 20h de aula, sendo 5h no simulador.
Fonte: Neto Del Hoyo – O Diário de Maringá

























