Mudar a forma de o pecuarista lidar com o gado e melhorar as práticas de manejo foram os objetivos de um curso oferecido a produtores, entre os dias 7 e 11 de Abril, no Centro de Treinamento para Pecuaristas em Castro. Para os técnicos do Instituto Emater que organizaram a participação dos criadores nessa atividade, os resultados do curso são visíveis assim que o produtor coloca em prática na sua propriedade o que aprendeu nas aulas. Participaram deste último curso, 16 produtores de São José da Boa Vista e dois de Wenceslau Braz.rn“Já havíamos enviado uma turma para este curso no ano passado e os resultados foram surpreendentes. Este curso é ministrado de forma prática, facilitando a assimilação das orientações. Pudemos observar mudanças em suas propriedades nas áreas de manejo do gado leiteiro, qualidade do leite, gestão da propriedade e instalações mais adequadas”, afirmou Wagner Mattos Cardoso do Instituto Emater, em São José da Boa Vista. Segundo o extensionista, esse grupo era formado principalmente por jovens. rn“O nosso objetivo, é trabalhar e capacitar esse público. Eles absorvem as orientações mais rapidamente e as adotam em suas propriedades. O resultado é uma produtividade maior. Com isso o campo se torna mais atraente para os jovens, demonstrando que ao ser administrado com conhecimento e organização, é capaz de oferecer maior renda e melhoria na qualidade de vida a seus moradores, sem a necessidade de que eles precisem migrar para as cidades”, afirmou Cardoso.rnEm São José da Boa Vista muitos jovens que saíram para trabalhar na cidade estão retornando a suas propriedades e investindo em atividades rurais. Diante desse quadro os extensionistas estão buscando parcerias com instituições como o Senar que mantém o Centro de Treinamento Para Pecuaristas. Depois de passar pelos cursos, os produtores são orientados a implantar UD’s (Unidades Demonstrativas) de irrigação e reforma de pastagens, além de salas adequadas de ordenha que vão servir de base para ampliar e divulgar os conhecimentos adquiridos no Centro. “Dessa forma criamos um vinculo de organização desses produtores”, ressalta Cardoso. O extensionista ainda incentiva outros técnicos a organizar grupos de produtores para participarem dos cursos. “ Vale o esforço. Depois se torna muito mais fácil trabalhar com esses produtores e obter os resultados planejados”, conclui.
Fonte: Das Agências

























