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Quarta fase do júri do massacre do Carandiru tem 12 réus

 Começa nesta segunda-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, a quarta etapa do julgamento do massacre do Carandiru. Nesta etapa, 12 integrantes do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate) serão julgados pela morte de dez presos e pela tentativa de homicídio de três no quinto pavimento do Pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção do Carandiru, há quase 22 anos.rnO júri deve durar seis dias. De acordo com informações do Ministério Público, três sobreviventes serão as testemunhas de acusação. Os trabalhos só começam após o sorteio dos jurados.rnO advogado Celso Machado Vendramini, que abandonou em fevereiro o plenário durante a terceira etapa do julgamento, voltará a defender os policiais militares acusados dos crimes. Na época, o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da 2a Vara do Júri da Capital, aplicou uma multa no valor de R$ 50.680,00 (70 salários mínimos) ao advogado. Tellini irá presidir novamente o júri.rnA quarta etapa ocorrerá antes da conclusão da terceira, que foi cancelada após o advogado abandonar o plenário. A nova data ainda não foi remarcada pela Justiça.rn111 mortesrnNo dia 2 de outubro de 1992, véspera de eleição, 111 presos morreram no massacre na Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru. A chacina aconteceu depois que tropas da Polícia Militar entraram na penitenciária para conter um briga entre presos.rnCom a situação fora do controle, a direção da Casa de Detenção pediu a ajuda da PM para resolver o problema. A entrada dos policiais foi autorizada pelo então secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, e pelo ex- governador paulista Luiz Antônio Fleury Filho. Participaram da invasão as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a Tropa de Choque, o Comando de Operações Especiais (COE) e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).rnA ação da PM durou cerca de meia hora. Apesar de os presos não portarem armas de fogo, exames do Instituto Médico Legal mostraram que 102 foram mortos a tiros. Outros nove foram vítimas de golpes de armas brancas, o que indica que as mortes poderiam ter ocorrido antes da chegada da PM, ainda durante o confronto entre os próprios presidiários. Nenhum policial foi morto.rnEm 21 de abril de 2013, 23 policiais militares foram condenados a 156 anos de prisão pela morte de 13 dos 111 detentos no massacre do Carandiru. Outros três foram absolvidos no julgamento por não estarem na cena do confrontornNo dia 3 de agosto de 2013, outros 25 policiais e ex-policiais militares foram considerados culpados de homicídio qualificado e responsabilizados por 52 mortes, sendo sentenciados a 624 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

Fonte: agência Globo

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